
Aos 25 anos, a lutadora, natural de Vila Velha, encarou a paulista Vanessa Melo e levou a melhor por decisão unânime dos juízes (30-26, 30-26 e 30-27). E em alta no octógono, o assunto “cinturão” já está nos planos da lutadora.
“Eu fiquei muito feliz em ter lutado nesse card ainda mais por ser um card numerado e uns dos melhores do UFC. Graças a Deus consegui a vitória. Eu estava treinando há muito tempo para lutar, com essa pandemia tive quatro lutas canceladas. Então estava doida pra lutar (risos)”, contou.
Mesmo “louca para lutar”, a capixaba disse que conseguiu se manter tranquila e por isso tudo saiu como planejado.
“Até que eu fiquei tranquila, pois eu sabia que a qualquer momento eu poderia lutar. Continuei treinando até que eles marcaram a luta. Durante a luta foi tudo como eu esperava mesmo. Eu sabia que ela era uma menina dura que aguentava bastante porrada. Mas eu consegui dominar a luta toda. Eu estava muito bem preparada”, lembrou.

Para isso, ela precisa figurar no ranking entre as 15 melhores da divisão — o cinturão da categoria atualmente pertence à brasileira Amanda Nunes. Vale lembrar que Karol possui em seu cartel 13 vitórias e apenas três derrotas no MMA.
“Agora eu acredito que eu ganhando mais uma luta eu devo entrar para o ranking. Minha meta é ganhar todas as lutas e quem sabe até o final do ano que vem disputar o cinturão”, revelou.
Pandemia
Antes do UFC 251, a capixaba não lutava pela franquia desde 31 de agosto de 2019, quando estreou vencendo a mineira Lara Procopio. Depois, a lutadora da equipe PRVT teve luta contra a americana Julia Avila cancelada quatro vezes, uma por causa de uma inflamação no joelho esquerdo e as outras três por causa da pandemia.
“Por enquanto não tenho nada em vista ainda, mas acredito que logo volto a lutar”, disse animada.