O cronômetro marcava 18 minutos quando o árbitro Felipe Varejão apontou para a marca do pênalti. No lance, um puxão do zagueiro e capitão do Tupy, Jaílson, em cima do defensor Kleber Viana, do Atlético/ES, foi o suficiente para assinalar a falta dentro da área. E foi só ele apitar que os gritos e palavrões ecoaram nas arquibancadas do estádio Salvador Costa.
O clima ficou tenso dentro e fora de campo e, a partir de então, o foco passou a ser apenas o homem do apito. Eraldo fez 1 a 0 e abriu o placar para o Galo da Vila.
Aos 31 minutos, a ira dos torcedores só aumentou quando Bruninho Araújo caiu na área, em combate com Zizu. Sem a marcação do pênalti, comissão técnica e reservas se uniram à torcida nos gritos e sobre até cartão amarelo por reclamação para quem nem havia entrado ainda.
Na saída para o intervalo, muita discussão com a arbitragem e lamentações. Atacante do Tupy, Lambiru começou no banco, mas pela identificação com o clube, mostrou liderança nas conversas com o quarto árbitro.
“Na minha opinião, não foi pênalti para eles, mas para nós com certeza foi. Além disso, ele dá cartão para um jogador que não cometeu a falta, evita com que o outro, que cometeu, seja expulso e ainda vimos o quarto árbitro dizer que avisaria o juiz que o cartão tinha sido dado errado. Mas ele não fez isso”, disse Lambiru.
Técnico do Tupy, Flávio Annunziata também ficou na bronca com a arbitragem.
“Fui falar com ele no intervalo, que ele deu cartão para o 8 (Araruama), mas foi o 6 (Marcos Felipe). Ele disse que viu o 8, mas foi o 6. Deu um pênalti que só ele viu e outro a nosso favor que o mundo inteiro viu e ele não. Não quero que ninguém ajude o Tupy não, mas não quero ser prejudicado. Não estou tirando os méritos de ninguém”, contou o treinador.
Na segunda etapa, Eraldo desviou de cabeça, Pikachu pegou a sobra, se livrou da marcação e cruzou para Zizu ampliar para 2 a 0, aos 14 minutos. Já aos 32, Paulinho arriscou, o goleiro Diogo deu rebote e Zizu, de novo, fechou a conta: 3 a 0.
