Com a presença de capixabas, Corinthians e Ferroviária protagonizaram confrontos marcantes e históricos nesta temporada no futebol feminino.
Foram adversários na semifinal do Paulistão, com duas goleadas do Corinthians (4 a 0 e 5 a 1). Voltaram a se enfrentar na decisão do Brasileirão, desta vez com volta olímpica da Ferroviária. E na noite da última segunda-feira, decidiram a Libertadores. Novamente, deu Corinthians, com vitória por 2 a 0 em Quito, no Equador.
O resultado ampliou a impressionante sequência invicta do Timão, que não perde há 43 jogos — é a maior marca de uma equipe de futebol do clube.
Uma campanha histórica, que tem como camisa 10 a capixaba Gabi Zanotti, de 34 anos. “Por tudo o que a gente tem feito na temporada, a gente merecia um título. E conquistar essa taça com a camisa do Corinthians é incrível”, vibra a craque.
Gabi conta que, apesar da perda do título brasileiro para a Ferroviária, ela e suas colegas de equipe não entraram em campo pensando em clima de revanche.
O título da Libertadores é o segundo da história do clube. O primeiro foi em 2017, em parceria com o Audax.
A equipe atual, por sinal, tem feito história. Até o empate com a Ferroviária em 1 a 1 no jogo de ida da final do Brasileirão, o Timão tinha alcançado a marca de 34 vitórias consecutivas, recorde mundial tanto entre as mulheres como entre os homens.
A marca antiga pertencia ao The New Saints, do País de Gales, com 27 vitórias seguidas.
A conquista da última segunda-feira mereceu elogios até da Fifa, que chamou a equipe de Gabi Zanotti de “máquina absoluta”.
“Jogamos a 2.800 m de altitude. Nos dois primeiros jogos, sentimos bastante. E o jogo mais difícil foi o último da fase de grupos, contra o time paraguaio (Sportivo Limpeño). A gente estava perdendo por 2 a 0 e conseguiu empatar, em um jogo com uma arbitragem horrível e eu acabei sendo expulsa”, lembra Gabi, que ficou de fora das quartas de final (2 a 0 contra Santiago Morning/CHI) e da semifinal (4 a 0 contra América de Cali/COL), mas retornou na final.
O Corinthians agora vai em busca da taça do Paulistão contra o São Paulo, a partir de sábado.
Nathane, a artilheira da América

Nathane ainda conseguiu um ótimo desempenho individual no torneio continental.
Natural de São Mateus, a atacante de 29 anos foi a artilheira da competição, com nove gols, um a mais que Madeleine Riera, do Deportivo Cuenca/EQU.
Um desempenho que ela espera que possa abrir novas portas para carreira e, quem sabe, renda convocação para a seleção brasileira.
“Acho que consegui fazer uma boa competição. Óbvio que queria o título, porém, foi importante essa conquista pessoal. Estamos bem felizes com a campanha que foi feita desde o começo do ano”, conta atacante, que também já atuou por Atlético/MG e Flamengo.
