Nas categorias de base do Flamengo desde 2014, quando chegou vestindo a camisa 10, e uma das principais promessas do clube, o meia capixaba Yuri Oliveira renovou ontem o contrato até dezembro de 2022.
A multa rescisória do jogador passa a ser de “ gente grande”, será de 50 milhões de euros (cerca de R$ 225 milhões). Aos 18 anos, Yuri é um dos destaques da equipe sub-20 e tem passagens pela seleção brasileira de base.
A assinatura do contrato foi no Rio de Janeiro ao lado dos pais Zildea Oliveira e Júlio Maria de Oliveira e do empresário Victor Remiro. Logo após a renovação, Yuri atendeu a reportagem de A Tribuna pelo telefone.
“Estou muito feliz é gratificante receber esse confiança do clube, ainda mais o Flamengo, que ao me ver é o maior do Brasil. Era o que queria eu queria, trabalho muito, e se me chamaram para renovar é um sinal de confiança. Espero que eu possa retribuir em campo”, disse a joia, que também falou sobre a expectativa de chegar ao time profissional:

Em 2018, Yuri foi um dos principais jogadores na campanha do título da Copa do Brasil sub-17, quando o Flamengo venceu o Fluminense por 2 a 1 na decisão.
Na última quarta-feira, ele esteve em campo na vitória do Flamengo por 2 a 0 sobre o Atlético/MG. O resultado recolocou o time rubro-negro na liderança do Brasileiro da categoria.
Destaque
Os primeiros passos de Yuri no Flamengo foram contados em uma reportagem do jornal A Tribuna em fevereiro de 2016. Nela, o meia relatou a sua rotina no clube e o orgulho que sentia por vestir a camisa 10, que um dia fora do ídolo Zico.
Início da carreira no Álvares Cabral
A relação de Yuri com a bola é íntima desde os três anos, quando acompanhava o pai, Júlio, nas peladas. Ele começou efetiva mente a treinar aos seis, quando começou no futsal do clube Álvares Cabral.
Dois anos depois, começou a jogar no Cruzeiro da Ilha, na Ilha de Santa Maria, onde também se destacou com o professor Sinval.
Logo se mudou para o Santa Cruz, com os treinadores Cosme Eduardo e Fernando Brito. Aos 12 anos, em uma competição em São Gabriel da Palha, seu time perdeu para o Flamengo, mas a atuação do meia não passou despercebida pelo olheiro Gilmar Popoca (ex-jogador do Fla) que o convidou para fazer teste no Rio. Mas ele não foi.
Porém, um ano depois, em um novo jogo contra o time rubro-negro, o convite veio de novo e não houve como negar. Resultado: a família toda se virou para arranjar um local para ficar com o filho. E Yuri foi tão bem que, em apenas uma semana, foi aprovado.
Para que o filho não ficasse sozinho no Rio, a mãe dele, Zildea, largou o trabalho de professora em Vitória.

