Diferente dos africanos, que ontem descansaram após o desembarque em Vitória, Gilmar Silvestre Lopes e Wellington Bezerra, da equipe do Cruzeiro, treinaram correndo 8 km no calçadão, sonhando com o lugar mais alto do pódio da Dez Milhas.
Os dois estão entre os brasileiros favoritos a quebrar a hegemonia africana na categoria elite masculina que dura sete anos. O paulista Marilson Gomes dos Santos foi o último brasileiro a vencer a prova, em 2010.
Nos últimos anos, Gilmar foi quem chegou mais perto do feito. Em 2017, o mineiro ficou em segundo lugar, com o tempo de 48min14, atrás do etíope Belete Adere Tola, que terminou com 48min35. O algoz do ano passado, porém, não disputa a prova hoje.
“Neste ano estou bem mais preparado, no ano passado a vitória passou bem perto, então se Deus me ajudar acho que neste ano a vitória vem sim”, confia Gilmar, que ficou em sexto na Meia Maratona do Rio, neste mês.
Conhecendo melhor a prova, ele já sabe o que pode melhorar para subir no lugar mais alto do pódio.
“Os que abrem na ponte são os que brigam pela vitória. No ano passado eu sai na hora errada, por volta do km 12, então no final estava um pouquinho quente e eu senti na reta final e foi quando o Belete me passou”, relembra Gilmar.
Em 2017, o pernambucano Wellington, chegou em terceiro com 48min43, mas hoje quer superar os africanos e o seu colega de equipe.
“A gente tem uma disputa interna, depois da prova é que somos amigos. Tenho que ganhar dele neste ano (risos). Além de mim e do Gilmar, tem o Giovani dos Santos e outros atletas que têm grandes chances de vencer a prova, então estamos torcendo que seja um brasileiro”.
