Diego chegou ao Flamengo em julho de 2016, recebido por uma multidão rubro-negra no aeroporto, no Rio, e apresentado como um sinal de novos tempos do clube, que enfim abria os cofres para buscar grandes jogadores, depois de três anos de austeridade.
Porém, a era de conquistas não saiu do papel. Até agora, o camisa 10 conquistou apenas um título, o Carioca de 2017.
A relação atual com o Flamengo não chega a ser de paixão total. Dentro do clube, há quem defende sua saída, que abriria espaço para uma nova contratação de peso. Parte da torcida também já não o considera fundamental e chega a chamá-lo de “enceradeira”.
Outros, porém, sempre que podem pedem para o meia ficar.
Ao que parece, as duas rodadas finais do Brasileirão serão decisivas também para o camisa 10.
Se vencer hoje o Cruzeiro, às 17 horas, no Mineirão, e o Palmeiras não derrotar o Vasco, no mesmo horário, em São Januário, o Fla vai para a rodada final do Brasileirão ainda com chances de título.
Ser campeão mudaria, certamente, o patamar do jogador, que tem contrato com o clube até o fim de julho do ano que vem e, assim, já pode assinar um pré-contrato com outro clube a partir de janeiro. O Santos é o maior interessado em tirá-lo do Flamengo e já ofereceu proposta R$ 600 mil de salários, mais premiações por metas.
Enquanto o time rubro-negro não resolve a situação no campeonato, Diego também evita cravar qual será seu futuro. “Não tem nada diferente na minha cabeça que não seja o Flamengo e ajudar o time. Nada tira meu foco e minha alegria de vestir essa camisa”, disse o craque, que emendou:
“Não sei por mais quanto tempo estarei aqui, não sei se até o final do contrato, mas, independentemente de qualquer coisa, farei o melhor sempre pelo Flamengo”.
Sobre as chances de título, o camisa 10 repete o discurso padrão dos rubro-negros. “Estamos vivos e com o sonho de ser campeão. Está difícil, mas não impossível. Continuamos sonhando e não desistimos”.