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Desportiva e Rio Branco revivem clássico do futebol capixaba

Jogadores que marcaram época no Rio Branco e na Desportiva tiraram as chuteiras do armário e entraram em campo na manhã de domingo (25), no estádio ...

Giovanni Silva foi um dos jogadores em campo

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Giovanni Silva foi um dos jogadores em campo (Foto: Antônio Moreira / AT - 25/11/2018)

Jogadores que marcaram época no Rio Branco e na Desportiva tiraram as chuteiras do armário e entraram em campo na manhã de domingo (25), no estádio Engenheiro Araripe, em Cariacica. O placar da partida ficou 3×1 para a Locomotiva Grená, mas para os jogadores e torcedores o que mais importou nesse amistoso master foi a volta ao passado em que os dois times protagonizavam grandes jogos no Capixabão.

Na edição deste ano, o maior clássico do Estado não foi realizado, já que a Desportiva estava na elite do campeonato e o time capa-preta disputou a segunda divisão do estadual, conseguindo o acesso com o título da competição.

Na Copa Espírito Santo, o clássico também não ocorreu, porque o alvinegro não disputou a competição. Em 2019, os dois voltam a se enfrentar na elite do Capixabão.

“A maior rivalidade que existia era Desportiva e Rio Branco. Era tão grande que, às vezes, a gente não tinha nem amizade entre os jogadores adversários”, definiu o meia Baiano, ídolo capa-preta dos anos 70.

Naquela época, o jogador do Rio Branco tinha duelos pela artilharia com o meia-esquerda Rogério, da Desportiva. “Um Capixabão sem Desportiva e Rio Branco é igual, no Rio de Janeiro, sem o Fla-Flu. Desportiva x Rio Branco sempre vai ser uma disputa muito aguerrida com excelentes jogadores”, analisou Rogério.

O craque da Tiva estava do lado de fora do gramado quando foi convidado a posar para foto junto com Baiano. Rogério é cria da Desportiva e, ao se aproximar da linha lateral, ele revelou que não pisava na grama do Araripe há 44 anos. “Vou entrar até com o pé direito”, brincou ele.

Dentro do palco onde se consagrou no futebol, o meia não escondeu a emoção. “Tenho 44 anos que não piso nesse gramado. Hoje (ontem), foi uma experiência muito grande, me arrepiei todo, principalmente de rever os colegas. Éramos rapazes, conversávamos muito e jogávamos muito”, afirmou Rogério.

Boas recordações do clássico também tem o atacante Arildo Ratão, do Rio Branco. “Tive o privilégio de levar muitas vantagens em cima da Desportiva, não desmerecendo a turma do outro lado pela qual tenho respeito. Mas eu fazia a minha função que era fazer gol, assim como fiz conta Vitória e Colatina. Esses times passaram pela minha mão e sofreram um pouco comigo”, lembrou.

Partida foi disputada neste domingo, no Engenheiro Araripe (Foto: Antônio Moreira / AT - 25/11/2018)

Recordações de estádios cheios

O amistoso com os craques do passado foi entrada gratuita e atraiu famílias que foram assistir ao desfile de ídolos. Os jogadores revelaram todo o saudosismo ao falaram das lembranças que têm do clássico.

Supervisor de futebol do Rio Branco, nas décadas de 60 e 70, e da Desportiva, nos anos 80, Alfredo Barroca, o professor Barroca, recordou o título do Rio Branco, em 1985, contra a Desportiva, no Engenheiro Araripe.

“O Rio Branco foi campeão com o empate. Esse estádio não cabia uma viva alma a mais dentro dele. Tinha gente sentada no telhado. Foi um dos maiores públicos já vistos nesse estádio. Acho que tinham umas 25 mil pessoas no clássico Rio Branco x Desportiva. Foi uma maravilha!”, festejou ele.

O volante Morelato, na década de 90, disse que jogar o amistoso foi como se passassem flashes em sua cabeça. “É como se a gente estivesse jogando ainda. É uma satisfação enorme, um prazer grande, pena que passa rápido”, disse ele.

E completou: “Já ganhei quatro títulos aqui no Araripe, fiz gol contra o Rio Branco. Era casa cheia, tanto aqui quanto no Kleber Andrade. Passam flashes pela cabeça. Tudo que aconteceu no passado está aqui. É muito amor, chego a arrepiar!”.

Fala, Craque!

Morelato, ex-volante da Desportiva na década de 90

“Desportiva e Rio Branco é um campeonato a parte. É diferente! Com muita felicidade vejo esse retorno e, com certeza, estarei aqui para assistir, torcendo para a Desportiva”

China, ex-lateral de Rio Branco e Desportiva

“Esse clássico é importante para o futebol capixaba. Engrandece o futebol capixaba a volta do Rio Branco à primeira divisão e esse clássico”.

Barroca, ex-supervisor de futebol de Rio Branco e Desportiva

“Difícil imaginar o futebol capixaba sem esse grande clássico. Ele tem que está presente junto com o Vitória e o Serra. Precisamos desses times”.

Arildo Ratão, ex-atacante do Rio Branco na década de 80

“Hoje é mais do que justo essas duas forças estarem presentes no campeonato para levantar o futebol capixaba. Não desmerecendo os times do interior”.

Geovani Silva, ex-meia da Desportiva na década de 80

“Acho que o benefício é grande. Não só esse clássico, como Rio Branco e Vitória, Desportiva e Vitória e Serra e Vitória. Os clássicos na capital e no interior são importantes para o futebol capixaba”.

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