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Dono do gol grená por 7 anos, Felipe diz até logo

Em 2019, Felipe não estará mais embaixo das traves grenás. Depois de sete anos e sete títulos, o goleiro diz “adeus” ou, quem sabe, um “até logo” à ...

O goleiro Felipe posa, no gramado do estádio Engenheiro Araripe, com os principais troféus conquistados nos sete anos em que vestiu a camisa 1 da Desportiva

Última atualização

Em 2019, Felipe não estará mais embaixo das traves grenás. Depois de sete anos e sete títulos, o goleiro diz “adeus” ou, quem sabe, um “até logo” à Desportiva Ferroviária.

Felipe chegou ao clube de Jardim América em dezembro de 2011. Na época, estava parado há seis meses, e seu último time tinha sido o Rio Branco, maior rival da Tiva.

“Para mim, a Desportiva foi o começo porque eu não tive um início estável. Acredito muito que foi Deus quem me colocou na Desportiva”, lembra, aos 33 anos.

No clube, o goleiro segurou muitas taças. Em 2012, Felipe conquistou a Segundinha e a Copa Espírito Santo. Depois, foi bicampeão capixaba, em 2013 e 2016, e campeão, em 2014, da Copa dos Campeões e de dois torneios amistosos: Taça Cidade de Vitória e Desafio Preto e Grená.

Felipe ainda listou o time ideal em seus sete anos no estádio Engenheiro Araripe. E, claro, o titular do gol é ele mesmo.

O goleiro Felipe posa, no gramado do estádio Engenheiro Araripe, com os principais troféus conquistados nos sete anos em que vestiu a camisa 1 da Desportiva (Foto: João Brito/ Desportiva)

A Tribuna: Quais são as três principais lembranças que irá guardar da Desportiva?
Felipe: Minha apresentação, porque eu estava há seis meses sem jogar, trabalhando de ajudante de pedreiro. Lembro que um conhecido me viu e falou: ‘Caramba, Felipe! De jogador para ajudante de pedreiro! Que queda, hein?’. Depois, aquele jogo contra o Real Noroeste, em Águia Branca (vitória por 2 a 1, na nona rodada do hexagonal do Capixabão de 2015), que eu defendi um pênalti e no fim do jogo iniciei o contra-ataque do gol do Erivelton, aos 49 minutos, que colocou a gente na final. E o título de 2016, que eu tenho certeza que contribuí muito. Na final, peguei umas bolas que até hoje nem acredito. Meu ombro esquerdo tinha saído do lugar no primeiro tempo, e os jogadores do Espírito Santo não perceberam isso. Ainda bem!

E o gol do Sorriso, aos 43 minutos do segundo tempo (vitória por 2 a 1 sobre o Aracruz), na final do Capixabão 2013?
Também. A torcida do Aracruz gritava ‘é campeão!’. O Sorriso tenta fazer o que ninguém tenta. Se ele tivesse errado, a gente tinha xingado ele todo! Na hora do gol, eu ajoelhei e comecei a chorar. Duas ou três semanas antes, meu pastor teve uma visão em que eu estava em uma casa que estava enchendo de água e tinha um troféu lá em cima. Eu tentava pegar o troféu e, quando eu estava quase me afogando, eu consegui pegar. E foi o que aconteceu.

Faltou colocar a Desportiva na Série C do Brasileiro?
Era o meu maior sonho. Se eu tivesse conseguido, eu já poderia ter parado de jogar.

Você teve altos e baixos e foi muito criticado em 2017. Como foi esse período?
Profissionalmente, foi o meu pior momento. Infelizmente peguei a famosa fase ruim. Foi difícil porque você vê que pessoas que te incentivavam já não estavam fazendo o mesmo, mas consegui dar a volta por cima.

São 190 jogos pela Desportiva. Pensa em voltar para encerrar a carreira no clube?
Sim. Gostaria de completar 200 jogos e encerrar a carreira na Desportiva. Mas ainda não penso em parar agora.

A reportagem completa você confere no jornal A Tribuna deste domingo (30). 

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