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Eleições no Vitória Futebol Clube: DNA alvianil na presidência

Eleito em chapa única, o aposentado Ademar Rocha, de 59 anos, é o novo presidente do Vitória Futebol Clube. Ex-administrador de empresas e ...

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Eleito em chapa única, o aposentado Ademar Rocha, de 59 anos, é o novo presidente do Vitória Futebol Clube. Ex-administrador de empresas e ex-vereador de Vitória, ele vai comandar o centenário clube da capital a partir do dia 1º de janeiro de 2018.

E tem história antiga com o time. Seu pai, Álvaro Fernandes Lima, foi o encarregado da construção do estádio Salvador Costa.

Ademar Rocha, novo presidente do Vitória. Foto: Dayana Souza / AT

Sócio do clube há 15 anos, o sucessor de Adalberto Mendes promete, de cara, montar um time campeão em 2018. Este ano, o Vitória gastou R$ 760 mil no futebol profissional, sendo R$ 480 mil no Capixabão e R$ 280 mil na Copa Espírito Santo.

A diretoria montou um elenco de peso, com nomes como David Dener e Carlos Vitor, mas lutou contra o rebaixamento no Capixabão e sequer chegou às semifinais da Copa Espírito Santo.

“Futebol não é uma coisa exata. Montamos um time para ser campeão, mas não deu liga”, afirmou Ademar, eleito na manhã de ontem com 37 votos.

Promessas

“Precisamos priorizar o time, dar uma melhorada no salário, trazer atletas de fora para não ficar na mesmice. Nossa chapa se chama Avante Alvianil, ou seja, vamos avançar. Temos uma espinha, de 10 a 13 jogadores. Precisamos também trabalhar a base”.

Sócios

“As despesas são altas. Como diz o meu amigo Antônio Perovano (presidente do Conselho Deliberativo), ‘o futebol é um brinquedo caro’. Temos algumas prioridades: aumentar nossa torcida, nossos sócios. Aumentamos, em um ano e meio, 140 sócios. O número atual é de 300 sócios, queremos dobrar a meta que fizemos. A torcida do Vitória é antiga, é um clube antigo. Precisamos trazer o jovem para dentro do clube, colocar atividades dentro do clube, não pode ficar só no futebol. Temos de ter outras opções para atrair o associado. Vamos buscar uma empresa especializada nisso. Temos espaço, estrutura e temos que buscar quem entende do mercado”.

Ademar Rocha e o vice Paulito José Segundo na eleição realizada no domingo (15). Foto: Dayana Souza / AT

Dívidas

“Nós pegamos o clube altamente endividado. Mas, mesmo assim, conseguimos pagar mais de R$ 1,5 milhão de dívidas da gestão passada e estamos mantendo tudo isso em dia. Agora, vamos continuar priorizando o futebol. Vamos ter mais condições para isso. Temos ainda, aproximadamente, R$ 1 milhão em dívidas. Essas dívidas que faltam estão parceladas. São de INSS, FGTS, entre outras. Pegamos cinco folhas de pagamento atrasadas de nossos funcionários, hoje está tudo em dia. Hoje, quem vem para o Vitória, o atleta que chega, tem a garantia que vai receber no último dia útil do mês”.

Estádio novo

“Aquele projeto de 2011 — de construir um shopping dentro do estádio e transformar o Salvador Costa em arena moderna — morreu. Nós lançamos a semente, estava muito bem acertado, mas entrou uma diretoria posterior à nossa que não deu continuidade àquele projeto. Havia um prazo de até cinco anos, mas não aconteceu nada. O contrato foi rescindido. Hoje o País vive uma crise. Precisamos deixar isso passar para ver o que faremos”.

Reportagem de Acácio Rodrigues

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