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Ex-jogador é solto após acusação de fraude e sonegação

Um dia após ser preso por suspeita de fraude e sonegação de jogos de futebol, o ex-jogador e empresário Roni foi solto pela Justiça na noite deste ...

O ex-jogador do Fluminense é o responsável por levar ao Kleber Andrade jogos da Série A e do Campeonato Carioca

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Um dia após ser preso por suspeita de fraude e sonegação de jogos de futebol, o ex-jogador e empresário Roni foi solto pela Justiça na noite deste domingo (27). Ele havia sido preso no sábado (26) durante a partida entre Botafogo e Palmeiras, que era realizada pela 6ª rodada do Campeonato Brasileiro, no estádio Mané Garrincha, em Brasília. 

Roni é o responsável por organizar os jogos da Série A do Campeonato Brasileiro e também do Campeonato Carioca que acontecem no Estádio Kleber Andrade, em Cariacica.

No dia da prisão, o ex-jogador e o presidente da Federação estavam em um dos camarotes do estádio no momento da detenção. A informação é da Globo.com. Roni e Daniel são suspeitos de fraudar borderôs de partidas disputadas na capital federal – a prática aconteceria por meio de sonegação do Imposto sobre Serviços (ISS).

Roni é dono da Roni7, empresa criada em 2012 e responsável pela organização de eventos. Em seu site, existe uma lista de partidas promovidas pela agência de Roni. A reportagem do UOL Esporte entrou em contato com o sócio de Roni e com a assessoria da Federação de Futebol do Distrito Federal, mas não obteve resposta. A Folha de S.Paulo também tentou contato com o sócio, a Federação e com a Polícia Civil, também sem sucesso.

Em julho de 2017, o Ministério Público do Distrito Federal solicitou uma abertura de inquérito contra a Federação de Futebol do Distrito Federal. À época, a estimativa é que R$ 350 mil em impostos deixaram de ser repassados à União durante o período entre novembro de 2015 e junho de 2017.

A prisão foi feita pela Coordenação Especial de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e aos Crimes contra a Administração Pública, um braço da Polícia Civil. As detenções fazem parte da Operação Episkiros. Os mandados de prisão foram expedidos pela 15ª Vara Federal Criminal do DF.

“Eles trouxeram alguns jogos para Brasília nesse período, e de agora em diante também serão apurados jogos que eles realizaram em outros locais do país. Com o material apreendido hoje, vamos conseguir chegar a um prejuízo aproximado que deram para o erário público e os clubes de futebol, dependendo do contrato que era feito entre eles”, disse o coordenador do Cecor, Leonardo de Castro, em entrevista à Globo.com.

“A investigação se iniciou há quase dois anos. Hoje foi o momento de deflagração devido ao momento oportuno pelo jogo em Brasília. Nossas equipes estavam espalhadas e foi feita uma abordagem simultânea da maioria dos suspeitos. Todos colaboraram, com exceção de um que tentou fuga, mas foi capturado na saída do estádio. É importante deixar claro que a investigação está em andamento e as prisões são temporárias, eles ainda são suspeitos. O objetivo da operação é buscar provas para que a gente chegue à materialidade do crime”, ressaltou Castro.

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