Uma noite histórica para o Atlético Itapemirim. E, por que não, para o futebol capixaba em geral. O Galo da Vila enfrenta hoje o Paysandu no jogo que decide o título da Copa Verde. A partida acontece às 21h30 no Mangueirão, em Belém (PA).
Chegar à decisão já foi um feito histórico para o Atlético/ES, que pela campanha no torneio regional embolsou R$ 90 mil em premiação.
Para ter a cereja do bolo, o time de Itapemirim precisa derrubar o invicto Paysandu por pelo menos três gols de diferença, já que perdeu em casa a partida de ida da final por 2 a 0.
Uma tarefa complicada para o Galo da Vila, que não vence há seis jogos. Se devolver o placar de 2 a 0, a decisão vai para os pênaltis. Apesar da dificuldade, o clima é de esperança no elenco alvinegro.
“O principal é pensar em vencer. Podemos fazer uma situação totalmente oposta ao que eles estão prontos para fazer, que é uma festa programada”, afirmou o atacante Eraldo, vice-artilheiro da Copa Verde, com cinco gols.

O Atlético/ES tem cinco vitórias, um empate e uma derrota na Copa Verde. Porém, na Quadradona do Brasileiro, o time ainda não venceu. Foram dois empates e duas derrotas em quatro jogos.
A esperança do campeão do Capixabão de 2017 e da Copa Espírito Santo do mesmo ano é dar mais uma volta olímpica.
“Levantar mais uma taça será um momento único. Marcaremos nosso nome na história”, acredita o capitão Kleber Viana.
Técnico pé-quente no Papão
Em sua quarta decisão em cinco edições da Copa Verde, o Paysandu busca o bicampeonato, curiosamente, com o mesmo treinador de 2016, quando garantiu a taça da competição: Dado Cavalcanti.

Na atual edição da Copa Verde, o Paysandu é dono da melhor campanha da história da competição: seis vitórias e um empate. Até aqui, o time paraense eliminou Interporto/TO, Santos/AP e Manaus.
“Acho que não tem como fugir do favoritismo. Somos o clube grande da competição. E fizemos o resultado no primeiro jogo. Então, não podemos fugir do favoritismo”, afirmou o atacante Moisés.

Com o esquema 3-4-3, o técnico Dado Cavalcanti faz uma linha defensiva com cinco marcadores quando está sem a bola, apostando no contra-ataque. Assim a equipe vem fazendo bons jogos e conseguiu a sequência invicta.
“A coisa está sendo muito levada a sério internamente, tanto que muitos jogadores não viajaram para Caxias do Sul (empate em 1 a 1 com o Juventude na última sexta-feira) já pensando nesse jogo final”, frisou o treinador.

