
Foram pelo menos cinco chances claras desperdiçadas ao longo dos 90 minutos. No final, não fizeram falta, já que Everton Ribeiro, Gabigol e Uribe garantiram o resultado. Mas deixaram um alerta na competição tão importante e equilibrada. Ter cerca de 70% da posse de bola, criar oportunidades em sequência e desperdiçá-las pode trazer graves consequências. Borja descontou para a LDU já nos acréscimos em nova cobrança de pênalti.
O triunfo deixou o Flamengo na liderança do Grupo D da Libertadores, com seis pontos. Na próxima rodada, o Rubro-negro recebe o Peñarol-URU, dia 3 de abril, novamente em um Maracanã lotado. O jogo, inclusive, já pode aproximar o time da vaga antecipada nas oitavas de final.
No final da tarde desta quarta, a região do Maracanã foi atingida por um forte temporal. Durante cerca de meia hora, chuva e rajadas de vento tomaram conta de diversos bairros do Rio de Janeiro.
O trabalho dos torcedores que passaram boa parte do dia no estádio, no entanto, foi recuperado. A inscrição “Mengão é Paixão” em milhares de peças recebeu o time rubro-negro. A tradição dos mosaicos na Libertadores foi mantida.
Fla manda no jogo e abre o placar
Desde o início da partida, o Flamengo adotou a conhecida postura dos últimos anos de privilegiar a posse de bola e mandar no jogo em busca de espaços. É verdade que a LDU até arriscou um chute aos 7min, defendido por Diego Alves. E foi só. Aos 8min, os donos da casa construíram bela jogada desde o campo defesa. O giro de Diego para se livrar da marcação no meio de campo e o passe do camisa 10 foram o ponto alto. Com categoria, Everton Ribeiro bateu de chapa no canto do goleiro.
Fla perde fols em sequência
Depois do gol do Flamengo, a LDU plantou base na defesa. Mesmo assim, os equatorianos não encaixaram a marcação em nenhum momento. Não é exagero afirmar que o Rubro-negro poderia ter liquidado o placar ainda nos primeiros 45 minutos. Porém, não o fez. E lá na frente quase pagou caro por isso. Aos 16, Gabbarini espalmou cabeceio de Bruno Henrique. Aos 25, Diego jogou por cima do gol uma chance clara.
Gabriel é inacreditável
O lance mais claro, porém, ainda estava por vir. E aconteceu aos 28min. Gabigol recebeu e finalizou em cima do goleiro da LDU. No rebote e com o gol aberto, o camisa 9 pegou embaixo da bola e isolou, completando a sequência de pelo menos três lances claros desperdiçados pelo Flamengo.
E quem não faz… quase leva
No último lance do primeiro tempo, o Flamengo poderia ter sofrido o empate. Diego fez pênalti em Vega. Diego Alves entrou em ação para salvar a pele do companheiro e garantir a vantagem no placar. Aos 44, Intrigado bateu e o goleiro rubro-negro defendeu no canto esquerdo aos 44min. O Maracanã foi ao delírio e comemorou como um gol.
Mais gols perdidos no 2º tempo
O panorama continuou nos 45 minutos finais. Posse de bola do Flamengo e facilidade para criar jogadas. Os gols, porém, não saíam. Willian Arão e Léo Duarte viram a bola passar perto antes mesmo dos 15min. Os cariocas criavam, enquanto os equatorianos quase não passavam do meio de campo. O panorama, no entanto, preocupava a torcida pelo placar apertado.
Gabigol desafoga
Aos 23min, o grito de gol tão esperado surgiu. Bruno Henrique escorou cruzamento e viu Gabigol encher o pé esquerdo para estufar a rede e correr para a galera. Naquele momento, o Flamengo resolvia a partida e já comemorava a segunda vitória consecutiva na Copa Libertadores 2019.
Uribe faz o terceiro, mas Borja desconta
Ainda deu tempo de fazer mais um. E foi do colombiano Fernando Uribe, que voltava de lesão e havia entrado em campo há 20 segundos. Aos 35min, ele girou na área e balançou as redes equatorianas. Nos acréscimos, novo pênalti para LDU. Desta vez, Borja, que jogou na Gávea, não deu chances para Diego Alves e fechou o placar.
Flamengo
Diego Alves; Pará, Léo Duarte, Rodrigo Caio e Renê (Trauco); Cuéllar (Arrascaeta), Willian Arão e Diego; Everton Ribeiro, Bruno Henrique (Uribe) e Gabigol Técnico: Abel Braga
LDU
Gabbarini; Quintero, Freire, Rodríguez e Cruz; Intriago (Murillo), Orejuela, Veja, Johan Julio e Ayoví (Ângulo); Aguirre (Borja) Técnico: Pablo Repetto
Estádio: Maracanã, no Rio de Janeiro
Árbitro: Germán Delfino (ARG)
Auxiliares: Diego Bonfa (ARG) e Ezequiel Brailovsky (ARG)
Renda: R$ R$ 2.596.530,50
Público: 58.034 pagantes e 62.440 presentes
Cartões amarelos: Cuéllar (FLA); Aguirre e Intriago (LDU)
Gols: Everton Ribeiro, aos 8min do primeiro tempo; Gabigol, aos 23min, Uribe, aos 35min, Borja, aos 46min do segundo tempo