De um lado, o time do Flamengo, que está marcado na história com as conquistas da Libertadores de 2019, além do bicampeonato do Brasileirão 2019/20 com um time conhecido pelo entrosamento e elenco recheado de craques.
Do outro lado, o Atlético/MG, que vem em uma crescente nos últimos anos e, agora, entrou de vez para a prateleira mais alta do futebol brasileiro com contratações de craques de peso.
Com Fla e Galo, semifinalistas da Libertadores e favoritos também na Copa do Brasil e Brasileirão, despontando e se fortalecendo no cenário nacional, além do Palmeiras, que tenta entrar nessa briga, fica a pergunta: “Quem é o melhor atualmente?” O questionamento rende discussões entre ex-craques e torcedores.
Se o Flamengo manteve praticamente o mesmo elenco desde 2019 e tem os jogadores bem entrosados, como Bruno Henrique, Arrascaeta, Everton Ribeiro e Gabigol, o Galo vem construindo um elenco de dar inveja, com Hulk, Nacho Fernández, Zaracho, e agora Diego Costa.
Para o ex-jogador Cláudio Adão, os dois times estão no mesmo nível, ainda que cada um com suas especificidades em campo.
“O Flamengo de Renato joga da mesma maneira que jogava com Jesus: pressão alta, dois volantes no campo do adversário, e os laterais com os três da frente apertam a marcação ainda no campo de ataque. Renato arrumou o time. Ele é boleiro, conversa, bate papo com os jogadores, e colocou o time para frente”, disse sobre o Flamengo.

O ex-zagueiro Rondinelli, que atuou pelo Flamengo, coloca os dois times no mesmo “patamar” e diz que o segredo de ambas as equipes, apesar dos talentos individuais, está na coletividade.
“Tanto o Flamengo quanto o Atlético/MG têm no seu valor maior a coletividade. O Galo faz uma belíssima campanha, o Flamengo se reencontrou jogando com dinâmica para o ataque. Desde o goleiro até o ataque e até mesmo no banco, vejo duas equipes em iguais condições de fazer um belo Brasileirão e brigarem pelo título”, argumentou Rondinelli.
Outro ponto destacado para as duas equipes por Rondinelli é a pressão para recuperar a bola ainda no campo de ataque, para sufocar sempre o adversário e retomar a posse de bola o mais rápido possível para manter o domínio.
ANÁLISE
Rondinelli, ex-zagueiro do Flamengo

O futebol de Flamengo e Atlético/MG, com Renato e Cuca, é em relação à intensidade, tanto de ataque quanto de compor a defesa para a retomada da posse de bola, para espremer, sufocar a equipe adversária, recuperar a bola o mais rápido possível e manter o domínio do jogo.
Vejo que o jogo coletivo dos dois times é o que torna essas duas equipes vibrantes, atacando constantemente.
O Flamengo está voltando aos tempos áureos de vitória, e o Galo faz uma boa campanha e é líder do Brasileirão. São duas excelentes equipes”.


