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Geração de novos campeões: Estreia dourada e sonhos ousados

Uma estreia para nunca mais esquecer! É assim que ficará marcada a primeira participação da judoca capixaba Gabriela Conceição, de 15 anos, em ...

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Uma estreia para nunca mais esquecer! É assim que ficará marcada a primeira participação da judoca capixaba Gabriela Conceição, de 15 anos, em competições internacionais na curta carreira.

No II Jogos Sul-americanos da Juventude, em Santiago, Gabriela Souza Conceição ganhou a medalha de ouro no judô, na categoria até 52kg. Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB/Divulgação

Representando o Brasil nos Jogos Sul-Americanos da Juventude, disputados na última semana em Santiago, no Chile, a capixaba, que nasceu na Serra, mas mora em Porto Santana, em Cariacica, pôs as adversárias para baixo, uma a uma, e conquistou a medalha de ouro na categoria até 52kg do judô feminino.

Além de Gabriela, outros três atletas do Estado voltaram do Chile de medalha no peito: Thâmela Coradello, prata no vôlei de praia; Carolina Farina, bronze no taekwondo (até 44kg); e Warley Rocha, bronze no remo (single skiff).

Motivada com a conquista, Gabriela fez questão de valorizar o resultado e a participação já de olho no futuro.

“Nunca tinha vivido essa experiência, é algo muito grande, dá bagagem. Uma competição nesse nível foi como estar em uma Olimpíada. Aprendi muito com minhas rivais. Tive acertos e erros e isso é muito bom, trago para casa”.

A confiança foi um dos fatores determinantes para Gabriela voltar com a medalha de ouro. Mesmo percebendo as adversárias mais fortes fisicamentes, ela conta que em todo momento se sentia mais preparada que as rivais.

Outro ponto a favor foi a preparação: não só no Espírito Santo como em São Paulo, onde treinou ao lado das melhores judocas do País.

“Tive uma semana de treinamento com a seleção principal. Estavam a Érika Miranda, que é da minha categoria, Rafaela Silva, tinha a Sarah Menezes”, contou a jovem, que pensa o futuro inspirado nessas referências:

“Elas têm experiência de Olimpíadas, de Mundiais. Me vejo como elas no futuro”.

Colecionando bronzes

O judô não foi a única arte marcial em que o Estado teve medalhista nos Jogos Sul-Americanos da Juventude. No taekwondo, Carolina Farina, de 16 anos, conquistou o terceiro bronze em competições internacionais na carreira.

Carolina Farina conquistou a medalha de bronze no taekwondo. Foto: Thiago Coutinho/AT

Antes do campeonato em Santiago, ela havia conquistado o terceiro lugar no Pan-Americano da categoria cadete, em 2015, no México, e também no Open da Argentina, disputado em setembro deste ano, em Buenos Aires.

“É uma experiência que tem que existir na vida do atleta. Conheci novos esportes, atletas de outros países, fora a grande oportunidade de competir contra adversários de fora”, disse Carolina.

O fato de não ter sido campeã não tirou o sorriso do rosto da jovem atleta, natural de Vila Velha. Pelo contrário, serve de incentivo para “querer mais”.

No primeiro treino após o retorno, Carol conversava com o técnico, Leni Júnior, sobre as avdersárias, e apontava o que podia melhorar. E assim, ela mostra o desejo de seguir evoluindo no esporte.

“Talvez tenha faltado alguma coisa, mas nos treinos eu vou ajeitando isso e subir os degraus que faltam”.

Tricampeã brasileira e com passagens pelas seleções brasileiras cadete e juvenil, Carolina ainda tem outros desafios: “Tem a Copa do Brasil pela frente. Quero ser campeã e somar pontos para ficar entre as líderes do ranking”, diz a atleta, quarta colocada no ranking júnior.

Esforço premiado

Acordar todos os dias às 4 horas da manhã, colocar o barco na água, treinar exaustivamente por cerca de três horas. O remo exige de Warley Rocha esforço e sacrifício diários, mas traz ao jovem de 17 anos conquistas marcantes.

Warley Rocha foi bronze no remo. Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB/Divulgação

Na primeira competição internacional, o atleta que tem passagem pela seleção brasileira júnior voltou dos Jogos Sul-Americanos da Juventude com uma medalha de bronze no single skiff.

“Não existe segredo, é muito treino, foco e dedicação! É uma conquista que pode abrir várias portas, na seleção, talvez competir na Olimpíada da Juventude, ano que vem. Estou me preparando para ir e brigar pelo ouro”, contou.

Parceria afinada

Ao lado da mineira Maria Luiza Sena, a capixaba Thâmela Coradello, de 17 anos, foi medalha de prata no vôlei de praia e provou que a dupla está afinada mesmo distante.

Thâmela Coradello e Maria Luiza Sena conquistaram a prata. Foto: Wander Roberto/Exemplus/COB/Divulgação

Competindo juntas desde julho, as jovens se encontram nas vésperas das competições. Mas, dentro de quadra, vêm mostrando muita afinidade— foram medalhistas de prata no Sul-Americano sub-18, em setembro, e campeãs do classificatório para os Jogos Sul-Americanos da Juventude.

“Treinamos juntas só em vésperas de competição. No começo foi mais difícil, mas agora é mais normal”, contou a capixaba.

Reportagem de Felipe Pacheco

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