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Imperador de Feu Rosa: Lincoln no caminho da glória no futebol

Comparado a Adriano Imperador, considerado um dos melhores jogadores do mundo até 17 anos, disputado por Barcelona e Real Madrid por uma possível ...

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Comparado a Adriano Imperador, considerado um dos melhores jogadores do mundo até 17 anos, disputado por Barcelona e Real Madrid por uma possível transação de R$ 111 milhões e artilheiro da seleção brasileira na Copa do Mundo sub-17 com três gols. O capixaba Lincoln, atacante do time sub-20 do Flamengo, é manchete constante nos principais jornais europeus e está prestes a se tornar o jogador mais caro da história do Espírito Santo.

Revelado pela escolinha do Jerê no bairro Feu Rosa, na Serra, Lincoln, de 16 anos, foi chamado de “mais brilhante de todos” na Copa do Mundo sub-17 pelo jornal britânico The Sun. Campeão sul-americano com a seleção brasileira da categoria, quando anotou cinco gols no torneio, o atacante foi chamado de “diabólico” pelo maior craque da história do Flamengo, Zico.

O jornal As, da Espanha, afirmou que o Real Madrid já montou a “Operação Lincoln”, e que Paris Saint-Germain e Manchester United também têm interesse no capixaba.

Em entrevista ao Tribuna Online, Lincoln falou sobre as expectativas com a seleção brasileira na Copa do Mundo sub-17, na Índia. Nesta quarta-feira, às 9h30, o Brasil encara a Inglaterra pela semifinal. Além disso, o menino de Feu Rosa ainda comentou sobre sua história no Flamengo.

TRIBUNA ONLINE – Você sente a pressão de ser um dos caras da equipe com a ausência do Vinicius Junior?

Camisa 9 da seleção brasileira sub-17, capixaba Lincoln é a estrela no Mundial da categoria. Foto: Divulgação

LINCOLN – Não. É uma responsabilidade boa e saudável. Mas como nossa equipe trabalha unida, todos vêm me ajudando bastante a fazer os gols.

Você foi citado pelo jornal inglês The Guardian entre os 60 jogadores mais promissores do futebol mundial até 17 anos. Como encara isso?

É o reconhecimento do meu trabalho, que vem sendo bem feito, e por conta disso me colocam entre os 60 melhores do mundo. Isso é muito gratificante pra mim.

Você sempre jogou em categorias acima da sua idade. Como isso influencia na sua mentalidade dentro de campo?

Acho que a experiência por jogar em uma categoria acima. No Flamengo estou jogando no sub-20. Jogar no sub-17 a nível mundial é difícil, mas tem coisas que com a minha experiência eu já passei e fica mais fácil.

Já parou para pensar o que uma conquista do mundial pode mudar na sua trajetória? Certamente você está sendo observado por grandes olheiros do mundo.

Não, procuro focar bastante aqui. Quando terminar a competição eu penso nisso.

Seu parceiro de ataque é o Paulinho do Vasco, rival do Flamengo. Como é o entendimento de vocês dentro e fora de campo?

A gente busca concentrar bastante. Mas temos o momento de descontração. O Paulinho é um grande jogador, vem me ajudando bastante e jogando ao lado dele tudo fica mais fácil.

A última edição do mundial sub-17 terminou nas quartas de final para o Brasil, com uma eliminação por 3 a 0 para a Nigéria. Como o técnico Carlos Amadeu tem tratado a pressão por resultado com vocês?

Ele fala para a gente viver o presente. Já passou isso aí.

Em 2009 a seleção tinha Neymar, Coutinho, Alison, jogadores que provavelmente estarão na Copa do Mundo da Rússia, mas que no sub-17 não passaram da primeira fase. O que fazer para mudar essa história do Brasil que não ganha mundial desde 2003?

A gente trabalhou bastante, está todo mundo muito focado. Acho que isso é muito importante. Ter atenção do primeiro ao último minuto é importante para conseguir o resultado porque as equipes aqui são muito qualificadas.

Lincoln segue os passos do amigo Vinícius Júnior. Foto: Divulgação

No Flamengo você está no sub-20. Que projeções você faz? Acredita que tem possibilidade de subir para o profissional em 2018?

Não penso nisso agora. Minha cabeça está toda focada na seleção. Quando voltar para o Brasil eu penso melhor sobre isso.

Olhando para trás, o que você leva de aprendizado da escolinha do Seu Jerê, em Feu Rosa?

Foi um cara que me ensinou muita coisa. Foi minha primeira escolinha, meu primeiro professor, devo muito a ele. Só tenho a agradecer a ele e levo comigo tudo que ele me passou.

Lincoln, em 2012, quando chegou ao Flamengo, aos 11 anos. Foto: Arquivo pessoal

Naquela época, o que você dizia à sua família e amigos sobre seus sonhos no futebol?

Não esperava chegar onde cheguei, na seleção, jogar no Flamengo. As coisas aconteceram muito rápido e assim que essa oportunidade apareceu eu procurei agarrar da melhor forma possível.

Como você, hoje uma promessa do Flamengo e da seleção brasileira, se relaciona com o pessoal que jogou contigo na escolinha?

Bem pouco. Algumas pessoas eu ainda tenho contato. Com o Jerê, que foi meu professor, ainda tenho contato, mas com os demais não tenho tanto contato.

Reportagem de Acácio Rodrigues, Felipe Pacheco e Eduardo Alencar

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