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Joia capixaba pronta para brilhar

Lincoln, joia do Flamengo, visita Feu Rosa, bairro onde cresceu na Serra. Foto: Dayana Souza De volta às origens. O garoto Lincoln, atacante do ...

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Lincoln, joia do Flamengo, visita Feu Rosa, bairro onde cresceu na Serra. Foto: Dayana Souza

De volta às origens. O garoto Lincoln, atacante do Flamengo, está em férias e veio ao Espírito Santo para visitar parentes e amigos no bairro Feu Rosa, na Serra, lugar onde cresceu.

A nova joia rubro-negra teve um ano mágico. Disputou um mundial sub-17 com a seleção brasileira, terminou a temporada no time profissional do Fla. Estreou contra o Corinthians, na 36ª rodada do Brasileirão, e entrou também nos jogos contra Santos e Vitória/BA, além da partida de volta da final da Copa Sul-Americana.

Agora, espera um 2018 com muitos títulos e fama.

“Infelizmente não conseguimos conquistar os títulos que gostaríamos, mas acredito que 2018 vai ser diferente e vamos ter muitas conquistas”, declarou.

Neste sábado (16), dia em que completa 17 anos, o craque participou pela manhã de um jogo amistoso, realizado pela escolinha do professor Jerê, onde tudo começou, no campo do Canarinho, no mesmo bairro.

No início da noite desta sexta-feira (15), Lincoln conversou com a reportagem e falou sobre a emoção de estrear pelo time profissional, os sonhos para futuro, além das sondagens de gigantes europeus Barcelona e Real Madrid.

Lincoln (camisa 9) comemora com os companheiros seu gol contra a Coréia do Norte, pela segunda rodada da fase de grupos do Mundial sub-17, deste ano. Foto: Mike Hewitt/Fifa

A Tribuna – Como avalia o ano de 2017 em sua vida?

Lincoln – Foi um ano muito bom. Teve o Sul-Americano no início do ano, Taça São Paulo, o Mundial Sub-17, competições importantes em que eu pude ir bem e que me ajudaram a subir para o profissional.

Como foi entrar pelo time profissional pela 1ª vez?

Foi a realização de um sonho. Sempre quis jogar no profissional do Flamengo. Quando mandaram mensagem dizendo que treinaria no profissional, fiquei muito feliz e já fui falar com meus pais e agradeci a eles por terem mudado suas vidas para que eu realizasse os meus sonhos.

Bateu um frio na barriga quando o técnico Rueda te chamou para entrar na final da Sul-Ameriana?

Bate um frio na barriga, sim, mas tudo isso passa quando você pisa no campo e toca na bola pela primeira vez.

Havia muita expectativa este ano por títulos do Flamengo que não vieram. Quais lições o clube pode tirar?

Esse foi um ano de muito aprendizado para mim e para o clube. Infelizmente não conseguimos conquistar a Copa do Brasil e a Sul-Americana, que chegamos nas finais, mas acredito que em 2018 vamos dar alegrias para os nossos torcedores.

A garotada da base como Paquetá, Vizeu, Vinicius Júnior e você, terminou o ano em alta. O Flamengo voltou a fazer craques em casa?

O Flamengo sempre revelou bons jogadores. Tem a “geração 2000”, que é muito boa. Cheguei no clube com 11 anos, vi o Paquetá, o Vizeu, Léo Duarte, que eram de uma categoria acima. Acompanhei o César. São excelentes atletas, que têm tudo para dar certo.

Como é trabalhar com o Reinaldo Rueda?

Ele é um treinador muito amigos dos jogadores, sempre me ajuda muito, me dá bons conselhos e é um grande profissional.

Com quem aprende mais no dia a dia com os profissionais?

Todos me acolheram muito bem. O Juan me deu muitos conselhos, mas o Conca foi quem mais falou comigo quando subi.

Com a suspensão do Guerrero, acredita que pode ser a bola da vez para substituí-lo?

Isso eu deixo nas mãos de Deus e do professor Rueda. Por enquanto, quero aproveitar as férias.

Os principais jornais da Espanha falam em sondagens de Real Madrid e Barcelona. Isso mexe com você?

Fico feliz. É uma prova que meu trabalho está sendo bem feito. Mas eu sou jogador do Flamengo, quero jogar pelo Flamengo e estou pronto para isso.

Chegou alguma proposta oficial para você?

Tem as sondagens que saem na mídia, mas para mim não chegou nada oficial.

Sentiu alguma pressão em ser um “novo Vinicius Júnior”?

Não. Acho que o Vinicius é um grande jogador, foi vendido para o Real Madrid por mérito dele também. Estou bastante tranquilo quanto a isso e se um dia tiver que acontecer, vai acontecer. Vinicius é Vinicius, Lincoln é Lincoln, jogadores com grande potencial, mas diferentes. Hoje eu quero jogar pelo Flamengo.

É diferente voltar a Feu Rosa, onde tudo começou, agora como jogador do time profissional do Flamengo?

É especial porque aqui eu conheço muita gente, tenho vários amigos, o professor Jerê, que sempre teve um carinho especial por mim e a quem eu devo tudo que sou como jogador. Tenho parentes aqui também. É bom voltar.

E quais são os planos para 2018?

Não estou pensando muito nisso agora. Quero curtir minhas férias, descansar, foi um ano muito bom na minha carreira. Quando voltar e me reapresentar ao Flamengo em janeiro, penso em 2018.

Texto: Eduardo Alencar

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