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Karol Rosa vira a primeira lutadora capixaba no UFC

A lutadora Karol Rosa, de 24 anos, assinou contrato com o Ultimate Fighting Championship (UFC) e se tornou a primeira mulher capixaba a fazer parte ...

Última atualização

Karol Rosa foi contratada pelo UFC (Foto: Divulgação)

A lutadora Karol Rosa, de 24 anos, assinou contrato com o Ultimate Fighting Championship (UFC) e se tornou a primeira mulher capixaba a fazer parte da maior franquia de MMA do mundo. Além dela, Ronaldo Jacaré é o outro representante do Estado na organização de Dana White.

A capixaba pode estrear já no dia 31 de agosto, no UFC Shenzhen, na China, que tem como luta principal a defesa do cinturão da categoria peso-palha de sua companheira de treinos Jéssica “Bate-Estaca” Andrade contra a chinesa Weili Zhang. A adversária de Karol, porém, ainda não foi definida.

Karol tem em seu cartel 11 vitórias (quatro delas por nocaute) e três derrotas. Ela é da equipe PRVT e chegou ao UFC apenas dois anos depois de deixar o Estado.

Natural de Vila Velha, ela começou a lutar jiu-jítsu aos 13 anos, em Cobilândia. Quatro anos depois, começou a disputar os primeiros campeonatos de MMA no Estado.

A Tribuna – Como soube da sua contratação para o UFC?

Karol Rosa – Na verdade, eu já sabia que tinha entrado para o UFC há duas semanas, mas não podia falar, porque ainda estava resolvendo a situação do Battlefield FC da China (ela tinha luta marcada pelo evento). Demorou uma semana até a ficha cair. Eu acordava e ficava pensando “caraca, estou no UFC!”.

Como foi que recebeu a notícia?

O mestre (Gilliard Paraná) falou no grupo do WhatsApp que ia fazer homenagem para a Jéssica (Andrade), porque ela fechou a luta de defesa do cinturão e ia fazer camp. Na segunda-feira, ele colocou televisão e notebook na academia e começou a passar o vídeo para todos. No final do vídeo, ele apareceu. Eu esperava que era alguma coisa para mim, porque ele sempre apronta isso para dar notícia boa, mas não imaginava que era o UFC. Achava que seria para o Contender

Acredita que sua entrada vai abrir a porta para outras capixabas na franquia?

Acredito que agora vai incentivar mais meninas. No Estado, tem meninas que treinam e, talvez, queiram chegar ao UFC, mas acabam pensando que não vão chegar, como eu mesma já pensei. Mas, agora, vendo que uma capixaba de Vila Velha conseguiu, elas podem se empolgar e correr mais atrás desse sonho também.

Quais são seus objetivos agora que chegou ao UFC?

Como acabei de chegar, acredito que ainda está um pouco cedo (para disputar cinturão), mas estou indo para ser campeã. Não vou parar enquanto não for campeã! Meu objetivo é o cinturão. Sei que é degrau por degrau, mas mais para a frente penso em cinturão.

Você é companheira de equipe da Jéssica Bate-Estaca. Como é essa relação?

Treinamos juntas desde quando eu e a Jéssica Deboni chegamos ao Rio. É uma família aqui na equipe. Saímos juntas, já fui várias vezes na casa dela e ela na nossa casa. Fomos à churrascaria comemorar minha entrada para o UFC e ela pagou tudo. Depois, disse que a próxima é por minha conta (risos).

Na última luta da Jéssica Bate-Estaca, você estava no córner dela? Foi a primeira vez? Já deu para sentir o clima do UFC?

Foi a primeira vez que fui para o UFC e para o córner também. Foi uma experiência muito grande. Fiquei uma semana lá, no UFC Rio, deu para conhecer tudo. Foi bem maneira a luta, foi emocionante. Choramos muito, antes e depois.

Deu para sentir o clima. Quando entrei com ela, olhei para os lados e tinha muita gente gritando. Falei: “Caraca, que maneiro! Um dia vou entrar aqui ainda”. Passaram uns meses e agora vou poder ter essa sensação de entrar no octógono do UFC.

É melhor ficar do lado de fora ou de dentro do octógono?

Prefiro mil vezes estar lá dentro. Lá fora, fico muito nervosa, ainda mais vendo uma pessoa de que a gente gosta e treina junto, todo dia. Quando a pessoa toma um soco ou um chute, a gente fica nervoso. Prefiro estar lá dentro que me viro contra o adversário. Assistindo, fico mais nervosa.

Você tem outra Jéssica como parceira, a Deboni. Como vocês se ajudam?

Saímos juntas de Vila Velha, porque ela também queria lutar. Eu não queria vir para o Rio de Janeiro. Foi ela quem me incentivou, falando que lá (no Rio) tinha mais facilidade e viemos. No ano passado, ela assinou com o Invicta FC e eu segui treinando ainda.

Em junho do ano passado, lutei pelo cinturão no Favela Kombat. Quando a luta acabou, percebi que estava com as duas mãos quebradas. Fiquei cinco meses paradas e minha mão só ficou 100% em janeiro deste ano. Quase entrei em depressão. Fiquei muito mal de cabeça e a Deboni ficou me incentivando. Ela falava: “Não desiste, porque você tem potencial para chegar ao UFC”. E acabou que consegui. Fiz tratamento com hipnólogo da equipe também.

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