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Loco Abreu passa a limpo histórias da carreira

Principal contratação do futebol capixaba nos últimos anos, Loco Abreu tem uma carreira para se encher de orgulho. Aos 42 anos, o experiente atacante ...

Uruguaio está no livro dos recordes como jogador que mais clubes defendeu na carreira

Última atualização

Uruguaio está no livro dos recordes como jogador que mais clubes defendeu na carreira  (Foto: Dayana Souza/ AT/ 26/03/2019)Principal contratação do futebol capixaba nos últimos anos, Loco Abreu tem uma carreira para se encher de orgulho. Aos 42 anos, o experiente atacante uruguaio está no livro dos recordes como jogador que mais clubes defendeu na carreira — o Rio Branco é a 28ª equipe.

Além de muita história para contar, os títulos são presentes na carreira. Mas dos 15 já conquistados, um tem lugar especial na recordação dele: o da Copa América de 2011, com a seleção do Uruguai.

“Foi o mais marcante, por cumprir um sonho, ser campeão com o Uruguai. Isso não tem preço. O título mais bonito do mundo é você ser campeão com a sua seleção”.

Artilheiro do Rio Branco no Capixabão, com cinco gols, e um louco por futebol, o uruguaio compartilhou histórias da carreira em entrevista ao jornal A Tribuna e Tribuna Online. E fez críticas construtivas ao futebol capixaba, a três dias do jogo de volta contra o Serra, pelas quartas de final do Capixabão, no sábado (30).

A Tribuna/Tribuna Online — Está gostando de morar no Espírito Santo? 
Loco Abreu —
 Estou gostando. O clima é bom, as pessoas têm gratidão por você estar jogando aqui no Estado, de dar visibilidade ao Estado. Onde moro também (Praia da Costa, em Vila Velha) a paisagem é muito legal. Mas de segunda a sábado eu não tenho mais o que fazer além de treinar, né? Faço treinamento personalizado de manhã, à tarde treino com o time. Dedicação e profissionalismo são as melhores maneiras de você curtir a cidade, sabendo que está honrando o compromisso pelo qual a gente foi contratado. Depois vai ter tempo, quando acabar o torneio, de dar um pulinho em um monte de lugares que falam que é bom, mas que no momento não deu para curtir, (por enquanto) só o Convento da Penha, ou um lugar mais perto. Tipo, 20h, peguei cadeira e fui com um chimarrão lá na praia, mas foi umas duas ou três vezes. E como a gente está treinando em dois turnos direto, fica aquele tempo de você se alimentar bem, se recuperar bem e tem muito jogo bom na televisão, de Libertadores, Sul-Americana, Paulista, Carioca, então só jogo de alto nível. 

O que o futebol capixaba precisa para evoluir?
Vejo que o futebol capixaba está dividido. O Estado muito rico e o futebol muito pobre. O Estado está evoluindo e o futebol está em decadência. Um contraste muito grande. Tem investimento muito grande em empresa, muito atualizada, e o futebol não tem estrutura. Os campos de treinos são muito ruins, os campos para jogar normalmente são ruins, salvo o Kleber Andrade e outro campo mais. Então, dá para ver que o futebol capixaba está do jeito que está porque a qualidade que você tem que colocar para o atleta não tem. Acho que tem que começar primeiramente com isso. Não adianta contratar jogador. É igual você ter um restaurante italiano e contratar o melhor cozinheiro, mas não dá a estrutura para ele trabalhar, o cara não vai fazer magia. Vai fazer a massa do jeito que pode porque as condições que ele tem na cozinha são ruins. A mesma coisa o futebol. Se você traz um jogador bom, mas o dia a dia é ruim e os campos ruins, não vai ser aquela diferença que o futebol capixaba está precisando, porque estrutura é você ajudar o jogador a melhorar e isso só com condições boas.

E qual sua avaliação sobre o Rio Branco?
A mesma, não posso sair da realidade. Infelizmente, nosso presidente (Luciano Mendonça) fez uma mobilização, um investimento muito bom, mas não teve a resposta que tinha que ter. Então, foi uma contratação que vai ficar marcada, mas não conseguiu dar aquele impacto. Vejo isso aqui no futebol: que quem faz alguma coisa diferente, querem derrubar. Para falar: “viu que não adianta querer fazer?”. Eu fico triste porque o cara (presidente) fez esforço muito grande e que não está sendo avaliado e entendido com a promoção que tem que ser. Estou aqui para ganhar, para ajudar o time a ser campeão, e depois terá gente para fazer avaliação. Mas não foi do jeito que eu acho que tinha que ser, dar aquele empurrão, aquela empolgação, de falar “pô, tá na hora do futebol capixaba”. Porque qualidade dos jogadores você vê que tem, a técnica é boa, a vontade dele crescer é boa, mas não estão dando o que ele mais precisa, que é estrutura para ele crescer e ninguém faz muita questão de se preocupar por isso.

Você é supersticioso? O número 13, que falam que dá azar, você usa para te trazer sorte…
Não. Eu sou contra superstição. Faço tudo ao contrário da supertição. Uso o número 13, passo por debaixo da escada…Às vezes escuto que o Loco Abreu tem muita sorte. Pô, se eu tivesse muita sorte eu só ficaria em casa e não faria tudo o que eu faço. Então faço tudo ao contrário para mostrar que isso dá sorte entre aspas. Você pode ajudar a sorte a se fazer. Se não faz, a sorte não vai chegar para você.

Você já jogou em 11 países. O destino mais curioso talvez tenha sido El Salvador…
O mais curioso foi Israel porque é outra cultura, El Salvador é cultura nossa. Em Israel foi totalmente diferente! Eles estão preparados para defender o país. Eles sabem que a qualquer momento têm que estar preparados para defender o país de qualquer jeito. Então, a forma de viver o futebol deles é assim, é pegado, carrinho, de raça, de vontade. Tem qualidade, mas bola dividida para eles é como se fosse a última. A religião é diferente, a alimentação também. Gosto de experimentar uma cultura e o futebol diferente, porque você aprende. Você leva muita coisa da cultura deles, da forma deles enxergarem a vida e o futebol, que você pode transmitir para outras gerações.

O futebol de Israel é mais pegado do que o daqui e o uruguaio?
Muito mais, muito mais, porque a arbitragem joga do mesmo jeito (risos). Continua o jogo. Não tem essa que a lei fala de dar ou tentar dar. Lá é só se dar e se a bola não está em jogo. Se a bola está em jogo, continua. Então, você já tinha que se posicionar diferente, tinha que estar ligando nesse negócio, não tinha que reclamar porque arbitragem joga desse jeito. Foi legal porque você começa a experimentar muito mais a visão periférica porque sabe que o cara vai chegar.

Você jogou com vários craques, como Ronaldinho, Djalminha, Forlán, Suárez…Aprendeu ou ensinou mais com eles?
São 24 anos de carreira, então é complicado pensar em um momento especial. Mas a única coisa é que eu agradeço a Deus por ter tido o privilégio de ter compartilhado seleções e times com craques mundiais e poder desfrutar deles em campo, aprender com eles. Até hoje, em alguma viagem, cruzo com algum jogador da época. Ruggeri, campeão do mundo e capitão (com a seleção Argentina, em 1986), ele fala: “Continua, você está bem, está jogando, está se sentindo bem. Você faz para se sentir bem? Então continua, ninguém tem que mandar na vida de você. Você manda na sua vida, é inteligente para saber quando parar e até quando jogar. Mas do jeito que você está hoje, tem que fazer avaliação torneio a torneio, aí você fala ‘dá para parar’ ou ‘dá para continuar'”. Tem muita gente que não jogou que fala: “pô, está roubando dinheiro, aposenta”. E quem jogou está dando outras dicas porque só quem joga sabe a sensação que o futebol dá para nós.

No Dorados/MEX, você jogou com Pep Guardiola e ele te deu conselhos, como o dos três segundos. Que conselho foi esse?
O posicionamento, sim. Para receber sempre perfilado com a orientação para o jogo continuar para frente e não ficar de costas ao gol, porque normalmente você perde três segundos tendo que segurar a bola, olhar o que acontece para poder jogar. Você, no posicionamento, se adianta dois segundos com o controle dado, tira a marcação, e percebe o que está acontecendo, mas para atacar. Foram movimentações que eu fui trabalhando com ele e com (Juan Manuel) Lillo, técnico espanhol que estava lá na época, que fazia muito esse tipo de trabalho. A gente conversava muito sobre futebol, eu, o Guardiola e o Lillo, nas concentrações e na sobremesa. Sou um cara que super respeito muito as trajetórias e hierarquias. E quando estou abaixo dessa hierarquia, tenho que escutar. Tem que ter humildade para falar: “vou ficar quietinho, escutando e só aprendendo”.

O que os países em que jogou, culturalmente, acrescentaram a você? Como hábitos, gastronomia, música…
Eu me acostumo a tudo. Você é que tem que se acostumar aonde você vai jogar. Não adianta você querer mudar todo o time, toda a cidade, para seus costumes. Quanto mais rápido você se acostuma, melhor vai curtir. Lógico que tem coisa que você vai experimentar uma vez, vai saber o que é, mas que por aí não dá para seguir. Tipo, de alimentação, que é cultural, mas você não pode constantemente estar comendo isso. Tem músicas legais também. O mais importante para mim é que o time esteja certinho, encaixado, jogando bem e ganhe. A partir daí tudo mais você rápido se adapta. O que eu não aceito é ver que o time não está evoluindo, que as condições de treinamento não são boas. Eu aqui estou reclamando para caramba. Os caras falam “pô, o gringo é chato”, mas chato positivo, reclamando para melhorar para todo mundo, não para mim. Vejo, para outro, que acha que o Rio Branco é o time diferente do Estado. Mas aqui tem condições ruins, tem a mesma coisa dos demais times, só que tem o presidente querendo fazer as coisas diferentes, que infelizmente não tem o respaldo que deveria ter. Aqui não é o paraíso. O campo não tem medidas oficiais, aí a gente correu atrás para conseguir dois ou três dias na Aest, que é um campo bom. Porque você treinar aqui e depois jogar no Kleber Andrade é como se fosse visitante. Então, na verdade, minha felicidade passa por aí, por dentro do campo, treinar bem, o time sentir esse “cheiro” de que está melhorando, e que dessa maneira dá para competir e que dá para brigar. Depois, eu dou um jeito na cidade, seja boa ou não, tenha muito habitante ou não, seja calor ou seja frio, eu me adapto se o negócio em campo está dando certo.

E música, gosta de ouvir o que aqui no Brasil?
Pagode, né?! O pagode aqui é tradicional. Mas morando lá no Rio, foi e faz tempo que o sertanejo também está pegando o mundo. Mas, vou te falar a verdade, eu não sou muito de ouvir música em casa. Em casa, é futebol, todo tipo de jogo. Vou dormir com televisão ligada com jogo e acordo com jogo que ficou na TV. Essa é a minha paixão. Depois, tem tempo para fazer um churrasco, aí tem o pagode e eu gosto de curtir. Mas em casa, é futebol mesmo. Tem vez que o cara fala “pô, você está maluco!”, porque estou assistindo a um jogo com o celular, com aquele aparelinho, e na TV tem outro jogo. Aí, tem vezes que chega um visita lá em casa para tomar chimarrão e eu nem reparo no cara, estou pegando algum ponto, de alguma jogada que eu achei maneira, e olhando os dois jogos (risos). Tem vezes que a cabeça está doendo de ficar com um olho em um e o outro no outro, atrapalha um pouquinho, mas é o que a gente realmente gosta.

Pensa em ser treinador quando pendurar as chuteiras?
Já sou treinador diplomado. Mas com certeza que daqui a um futuro curto a gente vai querer esse desafio. Continuo me preparando bem. Não é porque joguei 24 anos (de carreira), dois mundiais, três Copas América, Champions League, que você vai ser bom treinador. Treinador tem outra coisa. Você como jogador pensa por você mesmo, sobre como tem que treinar, que se alimentar e como tem que jogar. Como treinador, você tem que pensar por 25 cabeças mais, com diferentes personalidades, com diferentes dificuldades, nem com todo mundo tem que lidar da mesma forma. Um você pode puxar a orelha, outro tem que dar um abraço, então tem muita coisa a ver, na psicologia grupal, que você tem que preparar além da ideia tática, além da metodologia de treinamento. Mas vai chegar o momento que o jogador de futebol vai ficar de lado e vai entrar o treinador.

A partida contra Gana, nas quartas de final da Copa do Mundo de 2010, foi um jogaço! O que passou pela sua cabeça no caminho até aquela cobrança de cavadinha, na disputa de pênaltis?
Fazer o gol. A responsabilidade é muito grande e se eu tenho alguma coisa no futebol é responsabilidade. Tem muito cara que fala “é louco”, mas não tem ideia nenhuma do que está falando. O Zidane quando fez isso na Copa do Mundo (de 2006, na final contra a Itália), falaram o que? “É craque”, “maravilha!”, “excepcional”. E o Loco é porque é louco? Não tem nada a ver. Valeu a situação, o que aconteceu e o que a gente achou que poderia dar certo naquele momento porque era um pênalti decisivo. O goleiro sabia que se ele não pegasse ficaria fora, então era difícil ele ficar parado. Até porque os quatro pênaltis anteriores, ele dava um passo e pulava para o lado direito dele. Então, falei: “nesse último ele não vai mudar”. Então, a melhor forma era suave no meio, porque se eu chuto forte, tem vez que a bola bate na perna dele. Esse foi o raciocínio. E graças a Deus deu certo e deu a possibilidade do Uruguai, depois de 40 anos, poder jogar uma semifinal de Copa do Mundo.

E no vestiário, como foi a conversa sobre você, sobre esse lance, e sobre o Suárez, que fez aquela “defesa” importante (o atacante colocou a mão na bola para evitar o gol de Gana no final da prorrogação)?
O Suárez, todo mundo abraçava ele, levantava os braços, porque a decisão dele, que no momento parecia ruim, acabou sendo boa, porque ele deu uma chance para a gente. O cara de Gana errou o pênalti e deu possibilidade de continuar com vida. É muito difícil chegar a uma semifinal de Copa do Mundo, então a alegria foi muito grande. Mas sobre a minha cavadinha ninguém falou nada porque ninguém ficava enxendo o saco de “chuta assim” ou “chuta lá”, todo mundo dava liberdade.

Quais os momentos mais importantes da sua carreira?
Difícil porque são 15 títulos e todos são importantes. Tem gente que em toda a carreira não ganha um título. Mas o mais marcante, por cumprir um sonho, foi ser campeão com o Uruguai. Isso não tem preço. O título mais bonito do mundo é você ser campeão com a sua seleção. Quando criança, vendo jogadores sendo campeões da Copa América, sonhando em um dia ser jogador profissional, não pensando em Seleção, mas primeiro ser jogador profissional. Imagina você ser campeão na Argentina, invicto da Copa América, ser a seleção com mais títulos no continente, entrando na história grande da Seleção? Então esse, emocionalmente, foi o mais forte.

E dos clássicos que disputou?
Tem um monte também, né? Aí é você que tem que fazer a pesquisa lá (risos). Mas, para mim, quando a gente jogou contra o Vitória, que é o mais velho aqui no Estado, eu entrei com essa mentalidade de querer fazer história. Porque com o passar do tempo você vai falar assim: “em 2019, que o Loco Abreu chegou ao futebol capixaba, o Rio Branco ganhou do Vitória o clássico de virada e ele fez gol”. Enxergo assim, quero sempre ficar na história positiva, não negativa. No outro clássico, de maior torcida, contra a Desportiva, ficou no empate. Então a gente não perdeu os clássicos até o momento. Não tem que ter 60 mil pessoas na arquibancada para você dar importância, a importância é histórica. Tem o Boca e River, os clássicos com o San Lorenzo, com o Nacional/URU, com o Botafogo, com o Uruguai contra Brasil e Argentina, que têm uma história muito rica também, mas onde estou eu trato, se tem clássico, tem que ficar na lembrança positiva.

Como chega o Uruguai a essa Copa América no Brasil? Está entre os favoritos?
Aprendi a não fazer nenhuma avaliação até chegar dez dias antes e ver quais jogadores estão prontos para jogar. Acontece que você faz toda uma avaliação dessa seleção e os jogadores começam a machucar ou não são convocados. Mas vai ser uma Copa América competitiva, sem dúvida nenhuma.

Sonha em encerrar a carreira no Botafogo?
Vontade tem todo mundo que passou por lá e ficou na história. Mas com vontade não se faz, se faz com a realidade, e hoje a minha realidade é contribuir com a história do Rio Branco para o clube crescer como tem que crescer para depois, quando acabar o torneio, a gente ver o que acontece.

Pelo o que você viu nos dois jogos que o time fez contra o Serra, e pelo fato de que o adversário vai precisar buscar a vitória, como imagina que será essa partida de sábado? Vai para o jogo?
Sou de arriscar só se for o jogo limite, o jogo final. A gente ganhou, o Mariotto está muito bem (ele substitiu Loco Abreu e fez o gol da vitória). Então, sou um cara que sempre entendi que se você não está em condições para suportar os 90 minutos, é deixar o espaço para alguém que está bem. Tem que pensar que ele está 100% e a gente tem possibilidade de continuar. Mas, por enquanto, não falo se vou estar ou não porque a gente está naquela recuperação. Eu tive a contratura, mas continuei jogando porque a gente estava perdendo por 3 a 0 contra Real Noroeste (na nona rodada) e eu não quis sair, porque sair com 3 a 0 não dá não. Aí, obviamente, a contratura ficou mais forte, mas vamos esperar o momento para recuperar bem. E a divisão de gols também é importante. Eu sou o artilheiro do time, beleza, mas você vê que está dividido. Agora que lá na frente tem quatro ou cinco que estão fazendo gols, a defesa começa a se abrir porque sabe que qualidade para gols também têm os demais. Então não há essa necessidade de precisar do Loco Abreu estar em campo porque se não ninguém faz gol. Não, o time está bem. Então estou tranquilo para poder dar um passo a mais, com humildade e respeito, como sempre, para poder chegar à semifinal.

Vocês podem enfrentar a Desportiva na semifinal. Isso pode ser bom para o futebol capixaba?
Bom para o futebol capixaba é todo mundo ter um campo para treinar bem. Esquece esse papo furado de que é bom para o futebol capixaba trazer jogador de nome, é bom para o futebol capixaba esse tipo de jogo. Bom para o futebol capixaba é elevar a estrutura ruim que tem. Não precisa trazer o Loco Abreu para valorizar os jogadores que tem aqui. Tem jogador muito bom, mas dê ferramenta para ele. Agora, que vai ser interessante, que vai dar muito mais pessoa no campo com Desportiva e Rio Branco, com certeza, mas para  nós ainda não aconteceu. Tem que respeitar o Serra. Não dá para estar pensando no outro sábado, com a gente tendo um jogo importante neste sábado.
 

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