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MotoGP volta ao Brasil após 22 anos com transmissão da TV Tribuna/Band

Com piloto brasileiro, categoria retorna ao País com foco em sustentabilidade. Corrida sprint acontece neste sábado, às 14h45

MotoGP volta ao Brasil após 22 anos com transmissão da TV Tribuna/Band
- Diogo Moreira, de apenas 21 anos, é o representante do Brasil na categoria
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Redação Jornal A Tribuna

Reportagens produzidas pela equipe de jornalistas da Rede Tribuna, publicadas no jornal A Tribuna.

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A última vez que o Brasil recebeu um Grande Prêmio de motovelocidade foi em 2004, quando temas como ESG (Meio Ambiente, Social e Governança) ainda estavam distantes do esporte a motor.

Duas décadas depois, a MotoGP retorna ao País, neste sábado (21), às 14h45, com a corrida sprint, com 15 voltas, no Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia. No domingo (22), o GP, com 31 voltas, começará às 14h30. Ambas terão transmissão da TV Tribuna/Band.

Diogo Moreira, de apenas 21 anos, é o representante do Brasil na categoria. Campeão da Moto 2, ele está estreando na divisão principal pela LCR Honda.

No GP de Goiânia, o segundo do ano, ele usará um capacete com as cores do Brasil, em homenagem ao ídolo Ayrton Senna.

“Ele é o meu herói e também do Brasil. Quero seguir o mesmo caminho que ele percorreu. Estou contente. Acho que a gente conseguiu entender bastante a moto desse ano, fizemos 7 ou 8 dias de teste antes de começar, então acho que a gente fez um bom trabalho”.

Esse ano, a categoria está alinhada às exigências atuais de sustentabilidade. A principal mudança está no uso de combustíveis. Esta será a última temporada com combustível fóssil. Desde 2024, as equipes utilizam ao menos 40% de combustível não fóssil, e a meta é atingir 100% até 2027, com biocombustíveis ou e-combustíveis.

Para garantir o cumprimento, a Dorna Sports utilizará a medição de C14, que identifica a presença de combustível fóssil. Além disso, o regulamento prevê para os próximos anos a redução das cilindradas de 1000cc para 850cc e limitações na aerodinâmica das motos.

As ações fazem parte do compromisso da categoria com a Agenda 2030 da ONU, que busca a neutralidade de carbono, incluindo medidas como otimização do transporte, uso de energia renovável e maior eficiência energética nos eventos.

No Brasil, os organizadores precisaram seguir essas diretrizes. Em Goiânia, uma das principais preocupações é o rerrefino do óleo lubrificante usado nas motos. Um litro descartado de forma incorreta pode contaminar até um milhão de litros de água.

A estratégia da promotora Brasil Motorsport também integra ações sociais.

“Fazemos isso na Fórmula 1 (é o mesmo promotor) desde o primeiro ano: doação dos alimentos que sobram nas áreas de hospitalidade, reutilização dos óleos lubrificantes, do óleo de cozinha. Trabalhamos para entregar um evento limpo e responsável”, diz o CEO e empresário Alan Adler.



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