Sem torcida, o Flamengo foi um time frio e pagou caro no fim do jogo ao sofrer o gol de empate do River Plate/ARG na estreia das duas equipes na fase de grupos da Libertadores. Com o estádio Nilton Santos com os portões fechados por causa da punição imposta pela Conmebol ao clube rubro-negro por conta da invasão ao Maracanã na final da Sul-Americana do ano passado, o placar ficou no 2 a 2.
Melhor para o River, que estreia com um empate fora de casa. E pior para o Fla, que começa a campanha com o freio de mão puxado e tem, nas duas próximas rodadas, o Emelec/EQU, fora de casa, e o Santa Fe/COL, novamente no Rio, e de novo sem torcida.
“Não adianta ficar reclamando da falta de torcida no estádio. Temos mais um jogo fora e outro em casa sem torcida. É preciso acostumar logo para vencer as partidas”, alertou o meia Éverton Ribeiro.
Para o goleiro Diego Alves, faltou “segurar o placar” quando o Fla vencia por 2 a 1. “Tivemos mais chances, mas no final eles tiveram mais controle de jogo. Deveríamos ter segurado um pouco mais para manter o 2 a 1. Mas não podemos lamentar, pois temos mais jogos pela frente. É só o primeiro jogo”, avaliou.
O Flamengo tem algo a reclamar. Foi prejudicado com um gol em impedimento — o primeiro do River, marcado por Mora — e um pênalti não marcado no fim do primeiro tempo, quando Réver cabeceou e a bola bateu no braço do zagueiro Zuculini.
“Não se pode errar em uma competição tão importante em um impedimento claríssimo como no empate do adversário. No lance que o Réver deu a cabeçada, ouvi o barulho: ‘Plaf’. São coisas que ocorrem e pagamos o preço. É um resultado com sabor muito amargo, de derrota. Temos de buscar fora agora e não existe outro resultado que não seja a vitória contra o Emelec”, analisou o técnico Carpegiani.
O Flamengo começou a partida com os laterais Pará e Renê contidos e apostando na troca de passes entre Diego, Éverton Ribeiro e Lucas Paquetá. O primeiro tempo foi bastante sem graça.
No início do segundo tempo, Diego foi derrubado na área por Ponzio. Pênalti que Dourado bateu com a perfeição de sempre e fez 1 a 0 para o Fla. Logo depois, porém, em cobrança de falta para dentro da área rubro-negra, Mora, impedido e por trás de Juan, cabeceou para empatar.
Veio, então, o melhor momento do jogo. Após um belo passe de Paquetá, Éverton fez o giro ao dominar a bola e chutou cruzado para recolocar o Fla na frente: 2 a 1.
Mas o time rubro-negro abriu mão de sua ideia. Perdeu a bola com as trocas feitas por Carpegiani — Rômulo e Arão nos lugares de Jonas e Éverton, que pediram para sair — e levou o castigo. A bola passou a rondar a área do Flamengo até Mayada, aos 41, chegar antes de Arão na bola e chutar de longe no canto direito de Diego Alves.
