
O primeiro grande desafio do velocista capixaba na capital do Catar é pela fase classificatória dos 100m rasos. Ele corre a partir das 12h05 (horário de Brasília), valendo vaga na semifinal que acontece no sábado (28). A final também será no sábado.
A prova mais nobre do atletismo é a especialidade de Paulo André entre as individuais. Outra prioridade é o 4x100m, prova na qual o Brasil conquistou o título no Mundial de Revezamento deste ano, no Japão, e também venceu nos Jogos Pan-Americanos de Lima, no Peru.
Aos 21 anos, Paulo André vive o melhor momento da carreira, que ficou conhecida após o bronze nos 100m rasos do Campeonato Brasileiro Interclubes de Atletismo conquistado em 26 de abril de 2015, com o tempo 10s54. A marca, porém, ficou muito para trás.
Evoluindo a cada ano, o atleta do Pinheiros (SP) se tornou o primeiro brasileiro a completar os 100m rasos em menos de 10 segundos, recorde de Robson Caetano que durava desde 1988. No dia 29 de agosto deste ano, Paulo André fez 9s90 na conquista do tricampeonato do Troféu Brasil. A marca não foi homologada porque o vento estava acima da velocidade permitida, mas mostra que o velocista vem com tudo para o Mundial.
“Estou muito confiante, treinando muito bem. Venho de uma marca muito boa, que é o 9s90, e isso nos dá muita confiança. Acho que vou conseguir fazer um grande Mundial!”, afirmou o capixaba, que acredita que teria corrido abaixo dos 10s mesmo com o vento na velocidade permitida: “Melhorar é sempre bom e me motiva mais. Agora é repetir a marca sem vento, quem sabe em Doha, para beliscar uma medalha para o Brasil. A gente quer correr dentro das normas e esse vento me frustrou um pouco. Queria ver como seria essa corrida sem o vento. Mas nada acontece por acaso”.
Em Doha, o favorito ao ouro nos 100m é o americano Christian Coleman, de 23 anos, que fez as melhores marcas dos últimos dois anos (9s82 e 9s79). Os Estados Unidos ainda têm outros dois fortes nomes: Justin Gatlin, atual campeão, e Michael Rodgers, ouro no Pan de Lima.