
Réver não jogava desde 3 de abril. Em seu primeiro jogo com o Flamengo, um dia após receber a bênção do ex-zagueiro Mozer, ele cortou bolas na defesa, marcou um gol de cabeça e quase fez outro em voleio.
A vitória por 1 a 0 sobre o Cruzeiro, nessa quarta-feira (15), no Mineirão, onde o rubro-negro não vencia desde 2001, foi um cartão de visitas melhor do que o imaginado.
O Fla colou no G-4, em sétimo lugar, porém com os mesmos 13 pontos do Santos, que é o quarto devido ao saldo de gols (5 contra 1) — entre os dois, estão Corinthians e São Paulo.
“Sabemos que podemos melhorar. Mas o importante é que ganhamos de uma grande equipe, que quando iniciou (o campeonato) era uma das favoritas ao título. Em pouco tempo, consegui treinar a bola parada. Eu sou forte nessa bola e a gente sabe que ela decide”, comemorou o estreante Réver, que cansou de fazer gols assim no Mineirão quando defendia o Atlético/MG e, é claro, aproveitou para tirar onda com a Raposa: “Tiveram atleticanos felizes por aí. Mais uma vez calamos o Mineirão.”
O entrosamento com o Rafael Vaz, que estreou pelo Fla na rodada anterior, foi imediato.
“Primeira vez que jogamos juntos e temos muito para melhorar, sabemos disso. Mas foi bom. Quando zagueiro não toma gol, é bom. A gente conversou bastante durante a partida e tudo deu certo”, analisou Rafael Vaz.
Não demorou para Réver mostrar trabalho. Aos três minutos, ele já tinha cortado de cabeça duas bolas da área do Fla. Aos 12, foi ao ataque para cabecear com perigo sobre o gol de Fábio. O goleiro do Cruzeiro levou outro susto aos 22, quando Vizeu girou rápido e quase pegou abriu o placar. Aos 42, Alan Patrick cobrou escanteio e Réver, como nos dias de Galo, saltou e cabeceou para as redes.
No segundo tempo, Marcelo Cirino fez um gol aos 21 minutos, anulado pelo juiz Raphael Claus por impedimento duvidoso.
O Cruzeiro pressionou, mas Alisson e, depois, Arrascaeta, pararam nas defesas de Alex Muralha. Aos 32, Réver teve mais uma chance de estufar as redes, desta vez com o pé, mas foi a vez de Fábio fazer boa defesa.