O desafio do Rio Branco era grande na tarde de ontem, na Arena Fonte Luminosa, em Araraquara, interior de São Paulo. Enfrentar fora de casa o líder do grupo, que vinha embalado por novem jogos sem derrota e sem ser vazado. Mas ao time capixaba faltou também sorte.
O Capa-Preta perdeu a partida por 2 a 0 e praticamente deu adeus à Quadradona do Brasileiro ainda na fase de grupos da competição. Restando três rodadas, o Rio Branco soma 9 pontos e está a sete pontos do xará de Venda Nova, que abre o G-4 e entra em campo hoje no fechamento da rodada.
O treinador do time capixaba, Andre Visser, revelou que na conversa pós-jogo o técnico adversário, Elano, reconheceu que o Capa-Preta foi superior e apresentou um futebol melhor do que na partida do primeiro turno.
“Parece que a bola não quer entrar. Tenho certeza que até o momento da expulsão, tínhamos mais posse de bola, finalizamos mais para o gol. Gostei bastante da movimentação da equipe, mas faltou o gol. Estou cansado de dizer que faltou sorte. Eu disse aos meus jogadores que precisamos trabalhar mais para ter essa sorte que nos falta”, afirmou ele.
Visser ainda reforçou que enfrentaram o líder do grupo e não faltou vontade. “Agora, vamos analisar com calma o que deu errado. Já precisamos nos preparar para a próxima partida”, disse.
Na próxima rodada do grupo 6, o Rio Branco enfrenta o Águia Negra fora de casa, no dia 23. Já a Ferroviária, que, com a vitória, carimbou o passaporte para a próxima fase, vem ao Espírito Santo enfrentar o Rio Branco-VN, no domingo (22).
Jogo
A falta de sorte do Rio Branco começou a aparecer já no primeiro ataque da Ferroviária. Aos 30 segundos, do primeiro tempo, Gleyson desviou um lançamento da defesa da Locomotiva e a bola caiu para Victor Paraíba, que ganhou da marcação, invadiu a área e chutou forte para abrir o placar.
Os jogadores do time capixaba reclamaram de mão do atacante no lance.
O gol acordou o Rio Branco, que precisou ir ao ataque na busca pelo empate, mas esbarrou na falta de sorte. João Paulo parou na trave em duas oportunidades.
A primeira, aos 28 minutos do primeiro tempo, quando finalizou após cruzamento e acertou a trave. Onze minutos depois, o camisa 8 tabelou, invadiu a área e chutou. A bola desviou na defesa da Ferroviária, tocou no travessão e sobrou na pequena área para Gil Mineiro, que isolou.
No segundo tempo, veio o castigo. Aos 19 minutos, Júlio Vitor recebeu lançamento em profundidade, que deu apenas um toque para encobrir Andre Zuba e dar números finais ao confronto.
Ficha do jogo
Ferroviária-SP
Saulo; Bernardo, Gustavo Medina, Léo Rigo, Bruno Leonardo (David Leonardo) e Bruno Santos; Marquinhos (Alisson Taddei), PH (Ian Lucas) e Victor Paraíba (Luan); Júlio Vitor (Guilherme Castro) e Gleyson. Técnico: Elano
Rio Branco
André Zuba; Gil Mineiro, Neguete, Gabriel Macedo, Murilo Rusalen e Lucas Barboza; Heryck (Baianinho), João Paulo (Tiaguinho) e Edinho (Eric Cena); Chiquinho (Marquinhos) e Marcos Vinicius (Sanchez). Técnico: Andre Visser
Gols: Primeiro tempo: Victor Paraíba, aos 30 segundos. Segundo tempo: Júlio Vitor, aos 19 minutos
Juiz: Francisco Soares Dias (RS)
Cartão vermelho: Gabriel Macedo
