Quando a bola rolar no gramado do estádio Kleber Andrade na tarde deste sábado (07), no jogo de volta da final do Capixabão, Serra e Real Noroeste vão para o último capítulo do campeonato em busca da consagração.
Para os jogadores, consagração que pode surgir em um gol, uma defesa, uma jogada, que definirá o campeão estadual de 2018.
Quem começa o jogo sendo o “cara do pôster” no Serra é o atacante Rael, autor do gol na vitória por 1 a 0 na partida de ida, em Águia Branca. Gol que pode ser o do título, caso os times fiquem no 0 a 0 no Kleber Andrade.
Do outro lado, não faltam candidatos a herói no Real Noroeste. Como o atacante Matheus Bidick, que pode iniciar pela primeira vez como titular, logo na final.
Rael já sentiu o gosto de ser campeão estadual. Em 2016, fez parte do elenco da Desportiva que derrotou o Espírito Santo nas finais. Diferentemente de dois anos atrás, o atacante balançou as redes na decisão deste ano e encerrou, no último sábado, um jejum de seis jogos sem marcar.
Agora, espera mais para sair do estádio consagrado.
“O desejo de marcar gols sempre existiu, e em uma final, às vezes, triplica. Agora, sendo o jogo derradeiro, essa vontade aumenta ainda mais. Quero, se Deus quiser, marcar mais um gol, ou dois, nessa final”, sacramentou o atacante, sem deixar de colocar o título em primeiro lugar:
“Se não marcar, que a gente saia com a vitória e o título. Vou estar feliz da mesma forma”.
Em cinco meses de Serra — chegou em dezembro do ano passado —, o camisa 9 conta que a identificação foi a melhor possível com clube e com a torcida. O que ficou provado na comemoração do gol que garantiu o triunfo no primeiro jogo da decisão.
Depois de balançar as redes, Rael foi ao alambrado, pegou uma máscara do personagem “Jason” com as cores da Cobra Coral e fez o gesto do “Ceifador”.
Um carinho que ele espera retribuir com título.
“Estou muito feliz aqui, os torcedores têm um carinho enorme comigo, me acolheram aqui. Eles são nosso 12º jogador e vamos fazer o máximo para acabar com o jejum de títulos na primeira divisão do Estado”, avisou o “Cruel”, lembrando que a última conquista do Serra no Capixabão foi em 2008, ou seja, há 10 anos.
