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TAÇA GUANABARA

TJD nega liminar e Flu pode levantar a Taça Guanabara se vencer Resende

Time tricolor lidera campeonato com 24 pontos

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O Fluminense, caso vença o Resende neste sábado (5), poderá ser considerado campeão da Taça Guanabara e levantar o troféu.

Renata Mansur Fernandes Bacelar, presidente do Tribunal de Justiça Desportiva do Rio de Janeiro (TJD-RJ), não concedeu o pedido de liminar feito pelo procurador André Valentim, que visava a não homologação do possível título com base no “caso Gabigol”.

Com 24 pontos e líder isolado, o clube tricolor depende apenas de um triunfo para não ser mais alcançado neste primeiro turno do Campeonato Carioca.

“O evento esportivo, deve seguir seu curso normal e a Taça Guanabara deve ser entregue a quem de direito”, diz trecho da argumentação da presidente.

No documento, Renata Bacelar apontou que a investigação sobre a denúncia de injúria racial contra o camisa 9 do Flamengo ainda está em curso e ressaltou que “caso venha a ser condenado por este tribunal o Fluminense Futebol Clube, em denúncia a ser ainda apresentada a esta corte, após o término do inquérito; ainda assim, a pena é incerta e futura. Portanto, não pode esta presidência prever a pena ou antever a culpabilidade da entidade desportiva, apta a ensejar a cassação preliminar de um título que sequer ocorreu”.

“Retirar dos torcedores a possibilidade de ver seu time vencer e vibrar na festa pela qual pagaram sem assistir o recebimento da taça, em nome de uma condenação disciplinar futura “em tese”, seria retirar o brilhantismo e a euforia do campeonato”, afirma, em outro trecho da sentença.

Na noite de quinta (3), André Valentim entrou com um pedido de medida cautelar para que a homologação do possível título e a entrega do troféu não acontecessem em caso de resultado positivo para o time das Laranjeiras.

Segundo o procurador, havia a possibilidade de o Flu perder três pontos em julgamento sob o artigo 243-G, que fala em “praticar ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante, relacionado a preconceito em razão de origem étnica, raça, sexo, cor, idade, condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.

Dentre as possíveis pena, cita-se que “caso a infração prevista neste artigo seja praticada simultaneamente por considerável número de pessoas vinculadas a uma mesma entidade de prática desportiva, esta também será punida com a perda do número de pontos atribuídos a uma vitória no regulamento da competição”.

“De outro modo, caso venha o clube a ser condenado, na penalidade máxima do artigo 243-G; em tese, perderia três pontos e seu título (se conquistado) poderia ser cassado, por óbvio. Assim, não vislumbro a presença do requisito do periculum in mora, pois o status de “campeão” é reversível, pois o título poderá vir a ser cassado, se for o caso. Por outro lado, o evento esportivo é irreversível”, aponta Bacelar.

Jogo

Estádio: Raulino de Oliveira, em Volta Redonda (RJ)

Horário: 16h (de Brasília)

Árbitro: Yuri Elino Ferreira da Cruz

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