No “grupo da morte”, mas com muita vontade e experiência para fazer história. É dessa forma que o Vila Nova está encarando a sua terceira participação na Série A2 do Brasileiro Feminino.
As capixabas já encaram uma pedreira na estreia no sábado (14), contra o Atlético/MG, no estádio Independência, em Minas Gerais, às 14h30. Único representante do Estado na competição nacional, o Vila Nova sonha em passar de fase pela primeira vez.
Nas duas edições disputadas, o time capixaba ficou na fase de grupos. Em 2018, terminou em sexto, em um grupo com seis equipes. No ano passado, ficou em quinto, no grupo com seis times.
A lateral-direita e capitã Kamila, de 28 anos, acredita que as duas experiências que o time capixaba teve na competição vai ajudar a equipe no Grupo E, que também tem Vasco, Botafogo, Goiás e Real Brasília/DF, além do Galo.
A primeira fase é formada por oito grupos de seis times cada. Os dois primeiros colocados de cada grupo avançam para a próxima fase, além dos quatro melhores terceiros colocados. As quatro equipes semifinalistas sobem para a primeira divisão nacional.
“Não é um grupo fácil, tem times de muita camisa. Mas sabemos que temos que estar concentradas porque é muito difícil, principalmente nos jogos fora de casa”, lembra Kamila.
“Acredito que neste ano o Vila está melhor preparado, o time foi atrás de algumas contratações e isso é bom porque tem as lesões e as viagens, que nem todas conseguem ir porque trabalham. O nível de investimento faz diferença, mas os anos passados ajudaram na nossa experiência”, lembra Kamila.
Como lembrou a capitã, além de manter suas jogadoras, o Vila Nova trouxe quatro reforços: a zagueira Mayara, a volante Ana Letícia e as meias Carol e Lívia.
Vinda do Prosperidade, de Vargem Alta, Carol, de 21 anos, está ansiosa para sua primeira temporada na equipe e também para disputar o Brasileiro pela primeira vez.
“A ansiedade é grande, a expectativa é lá em cima. Estou doida para jogar logo e para representar o Estado no Brasileiro”, afirma a meia-atacante.
Em mais um ano no comando da equipe, o técnico Luciano Tadino acredita na capacidade do time para avançar de fase: “Acredito sim. Estamos trabalhando muito forte para isso, todas estão bastante focadas, determinadas. Independentemente do adversário, é 11 contra 11”.
Preparação de luxo para a Libertadores
Hexacampeã capixaba no futebol de campo e representante capixaba na Série A2 do Brasileiro Feminino, o Vila Nova também se destaca em outra modalidade. A equipe de Vila Velha é tetracampeã brasileira de futebol 7 e neste ano vai disputar a Libertadores pela primeira vez.
A competição sul-americana acontecerá em junho, em Niterói, no Rio de Janeiro, e a vaga do time capixaba foi conquistada pelo título nacional na temporada passada, conquistado em cima do Belas/MG. O Vila Nova ainda não conhece seus adversários, mas acredita que a Série A2 do Brasileiro Feminino de futebol de campo vai ajudar na preparação para a estreia na Libertadores de futebol 7.
“Vai servir de uma preparação muito forte porque também é uma competição de nível alto, nacional, e que requer muito da nossa equipe”, analisa o técnico Luciano Tadino.
A capitã Kamila explica a versalidade das jogadoras do Vila Nova: “Futebol é um só. A gente se prepara para jogar o futebol em si, mesmo que seja futebol de salão, futebol de campo ou futebol 7”.

