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Brasileira, a rainha Silvia da Suécia está com covid

Casada com o rei sueco Carl 16 Gustav, ela é filha de pai alemão e mãe brasileira. Rei e rainha já receberam as 3 doses das vacinas

Silvia tem 78 anos e conheceu o marido durante os Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, quando era intérprete

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O rei da Suécia, Carl 16 Gustav, 75, e sua mulher, a rainha Silvia, 78, de origem brasileira, testaram positivo para a covid, segundo anúncio feito ontem pela realeza. A Suécia vive alta nas infecções, por causa da ômicron.

“O rei e a rainha, ambos plenamente vacinados com três doses, têm sintomas leves e estão se sentindo bem, dadas as circunstâncias”, disse o palácio real.

Silvia Renate Sommerlath é filha do empresário alemão Walther Sommerlath e da brasileira Alice Soares de Toledo. Ela conheceu o marido, então futuro rei da Suécia, Carl 16 Gustaf, nos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972, quando ela trabalhava como intérprete.

Seu pai esteve presente ao seu casamento, em 1976, mas a família não revelou, na ocasião, as supostas conexões dele com o nazismo.

O passado de Walter Sommerlath só veio à tona mais de dez anos após o ano de sua morte, em 1990, quando a imprensa sueca publicou os primeiros relatos sobre o tema. 

Em 2011, a rainha anunciou que faria uma investigação sobre o passado de seu pai, a ser realizada por historiadores. Na época, ela disse à imprensa sueca que sabia que seu pai fora filiado ao Partido Nazista alemão, mas disse que ele ”não era politicamente ativo” e tinha sido forçado a se associar ao partido para salvar sua carreira. “O nazismo era uma máquina, se você protestava, estaria lutando contra toda uma máquina”, disse ela.

Quando a investigação sobre Sommerlath foi concluída, foi publicado um relatório, assinado pelo historiador Erik Norberg. O relatório afirma que, na verdade, Sommerlath ajudou o proprietário judeu Efim Wechsler a fugir da Alemanha, ao trocar a fábrica dele por uma plantação de café no Brasil.

Após a publicação do relatório, Silvia tornou público um vídeo no qual se disse aliviada. “Talvez muitos tenham se perguntado por que eu não respondia perguntas sobre meu pai antes. Não era apenas algo sensível, mas difícil de se lidar”.

O grupo American Gathering of Holocaust Survivors and Their Descendents (de sobreviventes do Holocausto e seus descendentes) questionou o relatório, alegando que, por não ter sido feito de modo independente e ter tido a participação de um primo da rainha Silvia, não seria confiável em suas conclusões.

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