Um faxineiro que trabalhava na casa do ministro da Defesa de Israel tentou espioná-lo a pedido de um grupo de hackers ligado ao Irã, segundo a Justiça israelense. Omri Goren Gorochovsky, 38, foi preso em novembro e condenado a três anos de prisão ontem.
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De acordo com a imprensa local, Gorochovsky teria entrado em contato com o grupo Black Shadow via Telegram no ano passado e, sob identidade falsa, informado que trabalhava para o chefe da pasta da Defesa israelense, Benny Gantz.
A Justiça o acusa de oferecer dados do político e implantar um software em seu computador em troca de US$ 7.000 (R$ 36,7 mil). Para provar que tinha, de fato, capacidade de fornecer o material, Gorochovsky enviou fotos tiradas de dentro da casa de Gantz, incluindo de seu computador, telefone, registros fiscais e porta-retratos.
Detalhes sobre o grupo Black Shadow são incertos. O jornal britânico The Guardian destacou que o coletivo de hackers já reivindicou vários ataques cibernéticos contra empresas e provedores israelenses de serviços de internet. Gorochovsky, aliás, teria pesquisado sobre esses episódios antes de enviar as mensagens no Telegram. No julgamento, o faxineiro admitiu a maioria das acusações.