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Internacional

Inspeção de armas químicas é adiada na Síria

A visita de inspetores internacionais nessa segunda-feira (16) à Síria para analisar um ataque químico foi adiada, levando à troca de acusações entre ...

Síria. 07/04/2018

Última atualização

Criança é tratada em hospital em Duma após suposto ataque com arma química no dia 7 de abril. Foto: Capacetes Brancos/Divulgação

A visita de inspetores internacionais nessa segunda-feira (16) à Síria para analisar um ataque químico foi adiada, levando à troca de acusações entre Rússia e potências ocidentais sobre a responsabilidade pelo atraso.

O governo britânico disse que Damasco e Moscou impediram a ida dos agentes da Organização para a Proibição das Armas Químicas (Opaq) até a cidade de Duma, onde teria acontecido o ataque no dia 7 de abril que deixou cerca de 40 mortos.

Reino Unido, Estados Unidos e França culpam a Síria, que tem apoio da Rússia, pelo ataque, mas o ditador Bashar al-Assad nega participação. Por isso, os três países autorizaram uma ofensiva aérea contra a Síria na sexta-feira (13), mesmo dia da chegada dos inspetores da Opaq em Damasco.

Moscou afirma que foi esse ataque que acabou adiando a visita.

“O problema é a falta de garantias do Departamento de Segurança e Proteção da ONU para os especialistas da Opaq visitarem o local”, disse o vice-chanceler russo, Serguei Ryabkov.

Em resposta, o representante britânico na Opaq, Peter Wilson, afirmou que a equipe foi liberada pela ONU mas não pode chegar ao local porque Rússia e Síria não garantiram segurança.

Na noite dessa segunda, a TV estatal síria afirmou que Homs, no oeste do país, era alvo de novo ataque a míssil, parcialmente interceptado. O Pentágono, porém, negou que tenha executado um novo bombardeio.

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