
O indonésio Aldi Novel Adilang é pescador desde os 16 anos. O trabalho dele consiste em ficar em uma espécie de barraca flutuante, que serve como uma armadilha para peixes, localizada a 125 km da costa.
Uma vez por semana, um membro da companhia de pesca, que tem outras 49 cabanas, ia até Aldi para pegar os peixes e entregar suprimentos, água e comida.
A barraca flutuante estava ancorada ao fundo do mar com uma corda e suspensa por boias. Mas, em meados de julho, fortes ventos fizeram com que a corda arrebentasse e levaram Aldi para o meio do oceano.
Quando seu estoque de alimentos acabou, Aldi passou a cozinhar os peixes queimando pedaços de madeira que retirava da embarcação. Ele também usava suas roupas para filtrar a água do mar para retirar parte do sal e beber.
A estrutura flutuante não possuía motor, mas tinha um rádio que foi usado por Aldi para tentar se comunicar com pelo menos 10 barcos que cruzaram com ele, mas sem sucesso.
No dia 31 de agosto, o jovem finalmente teve retorno de um navio via rádio e foi resgatado. O salvamento não foi fácil. Fortes ondas impediam o navio de se aproximar, pois havia risco de destruir a plataforma de madeira. O náufrago teve que agarrar um cabo e se jogar no mar para ser içado. Segundo o capitão do navio, o jovem estava tão fraco e exausto que não conseguia se levantar após o resgate.
O navio cargueiro desembarcou no Japão e Aldi voltou para a Indonésia no dia 8 de setembro.