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Menino de três anos tem pernas amputadas após erro médico

Reuben. Foto: Reprodução / BBC. As pernas e sete dedos de um menino de três anos foram amputados após a criança ser vítima de erro de diagnóstico. O ...

Última atualização

Reuben. Foto: Reprodução / BBC. Reuben. Foto: Reprodução / BBC.

As pernas e sete dedos de um menino de três anos foram amputados após a criança ser vítima de erro de diagnóstico. O caso ocorreu na Inglaterra e teve início em julho de 2015, quando a mãe Lou Harvey-Smith levou o filho Reuben a um hospital público na cidade de Ipswich por causa de uma queimadura acidental com ferro de passar.

A mãe voltou ao hospital dois depois com o menino que estava com febre alta e dor de garganta. Os médicos que o atenderam disseram que ele estava com amigdalite (inflamação na amigdala) e receitaram antibióticos.

No entanto, Reuben apresentou piora no dia seguinte. A mãe ligou para uma unidade especializada em queimaduras do hospital  Chelsea e Westminster. Com as informações dadas pela mãe, os médicos suspeitaram de choque tóxico, uma infecção que pode ser fatal.

O choque tóxico seria causado por bactérias que teriam entrado pela ferida e estariam liberando toxinas venenosas no sangue da criança.

Reuben antes e depois da cirurgia. Foto: Reprodução / BBC. Reuben antes e depois da cirurgia. Foto: Reprodução / BBC.

Reuben foi levado às pressas para o hospital de Ipswich, de onde foi transferido para uma unidade hospitalar em Londres. Porém, a infecção já era grave, e ele corria risco de vida. Para conter a infecção, seus membros precisaram ser amputados. “[Reuben] olhou para as pernas amputadas e disse ‘os pés ruins já foram, agora traz os novos'”, contou a mãe.

Lou contou ainda que o filho “aceita e segue sua vida”, mas ela processou o hospital de Ipswich. Por sua vez, o hospital  público admitiu que o choque tóxico era uma “possibilidade significativa” com base nos sintomas da criança e que a amputação poderia ter sido evitada se o diagnóstico e tratamento tivessem sido feitos antes. “É extremamente preocupante que eles soubessem da ligação entre queimaduras e choque tóxico e mesmo assim não tenham considerado essa possibilidade no caso de Reuben”, disse advogado de Harvey-Smith, Tim Deeling.

Com o processo, os responsáveis pelo hospital pagaram 50 mil libras (cerca de R$ 210 mil) à família para cobrir gastos temporariamente. “No processo em andamento, admitimos total responsabilidade por falhas no atendimento de emergência dado a Reuben em julho de 2015 e pedimos desculpas sinceras”, disse um porta-voz.

O porta-voz ainda acrescentou que a equipe médica recebeu treinamento para reconhecer possíveis sintomas de choque e que “está comprometido em garantir que Reuben seja compensado de forma apropriada para que tenha os cuidados, as próteses e equipamentos que precisa pela vida”.

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