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Os estoques mundiais de armas nucleares devem aumentar nos próximos anos, revertendo declínio observado desde o fim da Guerra Fria (em dezembro de 1991), alertou ontem o Instituto Internacional de Pesquisa para a Paz de Estocolmo (Sipri).
De acordo com mais recente relatório anual da entidade sueca, todos os nove países com armas nucleares estão aumentando ou atualizando seus arsenais.
“Há indicações claras de que as reduções que caracterizaram os arsenais nucleares globais desde o fim da Guerra Fria chegaram a um fim”, disse Hans M. Kristensen, pesquisador do Programa de Armas de Destruição em Massa do Sipri e diretor do Projeto de Informação Nuclear da Federação de Cientistas Americanos.
Os EUA e a Rússia, que detêm 90% das armas atômicas do mundo, reduziram seus estoques em 2021 devido ao desmantelamento de ogivas defasadas. Seus estoques militares utilizáveis permaneceram relativamente estáveis e dentro dos limites estabelecidos por um tratado de redução de armas nucleares, de acordo com o Sipri.
O instituto diz que os outros países nucleares – Reino Unido, França, China, Índia, Paquistão, Israel e Coreia do Norte – estão desenvolvendo ou implantando novos sistemas de armas, ou anunciaram sua intenção de fazê-lo.
A China, em particular, está em vias de expandir substancialmente seu arsenal nuclear, com imagens de satélite indicando a construção de mais de 300 novos silos de mísseis, afirmou o instituto.
Segundo os pesquisadores, o risco de um confronto nuclear aumentou como resultado da guerra de agressão russa contra a Ucrânia. Os novos dados do Sipri foram coletados até janeiro deste ano. Um mês depois, a Rússia invadiu a Ucrânia.