
Assim como o papa Leão 14, que passou por uma cirurgia nesta terça-feira (13) para retirar um nódulo do pulmão direito, o seu antecessor no cargo, o papa Francisco, também precisou ser submetido a um procedimento no mesmo órgão, quando jovem, e por isso não tinha parte dele. A cirurgia aconteceu em 1957, quando o antigo pontífice tinha 21 anos.
No caso de Francisco, a cirurgia ocorreu após uma infecção respiratória evoluir de forma complicada. O então seminarista Jorge Mario Bergoglio, nome de batismo do pontífice, foi internado e teve três cistos identificados no lobo superior do pulmão direito. Após meses de tratamento, a equipe médica decidiu retirar parte do órgão.
Em entrevista concedida em 2019 ao médico e jornalista argentino Nelson Castro, Francisco relatou o sofrimento durante a recuperação. Ele definiu o procedimento como “cruel” e contou que sentiu muita dor ao despertar da anestesia.
“[Me disseram] que tinha sido necessário usar muita força. Por isso, quando me recuperei da anestesia, senti muita dor”, afirmou. O relato foi reproduzido pelo Vatican News, site oficial da Igreja Católica.
Apesar da experiência, Francisco disse que a cirurgia foi bem-sucedida. Segundo ele, os médicos explicaram que o pulmão direito havia se expandido e que a retirada da parte superior só seria percebida por um “pneumologista de primeira linha”.
O histórico de saúde do argentino chegou a ser questionado durante o Conclave de 2013, que o elegeu papa. Francisco morreu em 21 de abril de 2025, após sofrer um derrame.
Leão 14 passou por cirurgia nesta terça-feira
O atual pontífice, de 71 anos, foi diagnosticado com adenocarcinoma pulmonar após passar por uma cirurgia para a retirada de um tumor maligno. Segundo o Vaticano, o procedimento foi realizado no hospital Agostino Gemelli, em Roma, e incluiu a remoção do lobo inferior do pulmão direito por meio de uma técnica videoassistida.

O diagnóstico foi confirmado por exame histológico, conforme boletim médico divulgado pela Santa Sé. A análise confirmou a suspeita levantada pelos exames realizados antes da cirurgia.
A intervenção durou cerca de 90 minutos, e o papa permaneceu aproximadamente três horas na sala operatória. De acordo com o Vaticano, o procedimento foi concluído sem complicações, e Leão 14 acordou normalmente da anestesia antes de retornar ao quarto.
A previsão informada é de que o pontífice permaneça internado por cerca de sete dias. Esse é o primeiro problema de saúde de Leão 14 divulgado publicamente desde sua eleição, em maio de 2025.