A Turquia destituiu 149 oficiais de alta patente das Forças Armadas e mandou fechar dezenas de veículos de comunicação – anunciou nesta quarta-feira (27) um funcionário do governo de Recip Tayyip Erdogan, em meio à intensificação do expurgo lançado no país após a tentativa de golpe em 15 de julho.
Três agências de notícias, 45 jornais e 16 canais de televisão foram afetados pela medida. De acordo com a mesma fonte, 23 emissoras de rádio, 15 revistas e 29 editoras também foram fechadas.
“Foram destituídos por sua cumplicidade na tentativa de golpe de Estado”, declarou a fonte, em referência aos militares, destacando que são 87 oficiais superiores do Exército, 30 da Aeronáutica e 32 da Marinha. O mesmo decreto determina a destituição de cerca de 1.500 oficiais de menor patente.
Essas destituições acontecem na véspera de um Conselho Militar Supremo, previsto para esta quinta (28), em Ancara. Participarão da reunião o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, e outros oficiais de alta patente. O objetivo é fazer um amplo remanejamento das Forças Armadas.
Desde a tentativa de golpe, 178 generais foram colocados sob custódia, ou seja, metade dos generais e almirantes das Forças Armadas, de acordo com números divulgados pelo Ministério turco do Interior.
Nenhum dos veículos atingidos teve o nome divulgado, mas, segundo a emissora de televisão privada CNN-Türk, trata-se, essencialmente, de meios de comunicação locais. Também há alguns de difusão, ou de audiência nacional.
Ancara acusou o pregador exilado nos Estados Unidos de ter orquestrado o complô contra o governo do presidente Recep Tayyip Erdogan. O clérigo desmente a acusação.