“Eu já encontrei divas na minha vida. A maior delas é Aretha Franklin, e ela faz rapidamente você esquecer que está diante de uma. Sentada no piano, cercada de músicos, cantando e rindo, ela é só mais um dos rapazes. Ela é pura música.”
A frase de Keith Richards é reveladora, mas é claro que a americana Aretha Franklin nunca foi apenas um dos rapazes. Ela, que morreu nesta quinta-feira (16), aos 76 anos, era a única cantora ainda em atividade neste século comparável ao trio de vozes supremas Billie Holiday (1915-1959), Ella Fitzgerald (1917-1996) e Nina Simone (1933-2003).
Mais do que a voz poderosa, Aretha teve na versatilidade seu grande trunfo para se tornar a artista feminina a ter mais singles inseridos nas paradas da revista “Billboard”. Foram 112 gravações, 20 delas alcançando o topo da parada americana de rhythm’n’blues.

A versatilidade fez Aretha exibir seu talento no soul, no jazz, no R&B, no rock, no funk e na música gospel, esta que foi seu primeiro ambiente sonoro.
