Gravado em Salvador, álbum Bell Marques – Só as antigas deve ser lançado em dois meses.
Salvador — Quem já foi ao carnaval de Salvador sabe que a festa é dividida em dois circuitos. O primeiro — Barra-Ondina — margeia a orla, é mais novo e, atualmente, mais cheio de artistas e foliões. Já o segundo — o do Campo Grande — fica no centro da cidade e evoca os primeiros desfiles de trios elétricos na capital baiana. Então, nada mais apropriado do que o cantor Bell Marques, cuja trajetória se confunde com a própria história da folia soteropolitana, escolher uma construção no coração deste segundo circuito para gravar seu novo DVD, apenas com clássicos dos quase 40 anos de carreira.
O local escolhido foi a Concha Acústica do Teatro Castro Alves, espaço tombado em 2014 como patrimônio nacional e onde Bell começou, em outubro de 2016, o projeto Só as antigas, que percorreu o país e, agora, estará registrado em disco. “A Concha é um espaço cultural da nossa terra. A gente precisa prestigiar isso. A Concha merece. Como baiano, eu vinha muito pra cá. E agora poder vir cantar aqui é um espetáculo”, disse o cantor minutos depois de descer do palco, após fazer um show de mais de três horas.
