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Líder do icônico ‘Monobloco’ Pedro Luís, fala sobre o carnaval de rua, criatividade e projetos

“M-O-N-O-B-L-O-C-O, que beleza! Uh, Monobloco!” Quando Pedro Luís e sua trupe soltam o grito de guerra e a bateria inicia a levada tão característica ...

Líder do icônico ‘Monobloco’ Pedro Luís, fala sobre o carnaval de rua, criatividade e projetos
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“M-O-N-O-B-L-O-C-O, que beleza! Uh, Monobloco!” Quando Pedro Luís e sua trupe soltam o grito de guerra e a bateria inicia a levada tão característica do bloco, não há folião parado entre as centenas de milhares que a agremiação costuma arrastar pelas ruas do Rio de Janeiro. Com 19 anos de estrada, o Monobloco transcendeu as fronteiras do carnaval carioca (desfile em 10 de março) e desenvolveu oficinas para transformar leigos em músicos e, consequentemente, em integrantes da bateria, também em Minas Gerais (5/3). “Sempre com a preocupação de respeitar as peculiaridades de cada cidade”, ressalta Pedro.

Os desfiles de 2019, no entanto, terão um elemento mais latente que os outros anos, admite o principal vocalista do grupo: os nervos aflorados por conta do atual cenário político do país. “Eu, particularmente, pensei: ‘Meu Deus, como vamos fazer?’. Mas a música tem esse papel de agregar, de desarmar as pessoas. É aí que entramos em cena”, afirma o carioca de 58 anos, mas com a empolgação de décadas atrás, quando lançou o primeiro trabalho com A Parede, outro grupo do músico.

Como vem fazendo há alguns anos, o Monobloco escolheu, democraticamente entre os membros das oficinas de percussão nas três capitais, o tema Abram alas pra elas — Homenagem às mulheres da música brasileira. Assim, além dos clássicos sempre presentes no repertório do bloco, incluindo Taj Mahal, Fio Maravilha e É hoje, por exemplo, o grupo faz homenagem especial à Chiquinha Gonzaga, autora de Ô abre alas, uma das primeiras batalhadoras a se firmar na música popular brasileira, e sucessos na voz de outras mulheres, como Coisinha do pai (Beth Carvalho), Sonho meu (Dona Ivone Lara), Uma noite e meia (Marina Lima), além de hits mais recentes de Anitta, Ludmilla e Iza, com Essa mina é louca, Din Din Din e Pesadão, respectivamente.

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