
“Nos dois últimos anos passei por alguns momentos turbulentos e algumas coisas pessoais estavam me batendo diferente: em me descobrir como pessoa, como mulher negra em 2017 e 2018, em meus interesses, em achar meu lugar no mundo e na vida artística. Isso tudo somado com a chegada da Universal Music na minha vida, mais a expectativa dos fãs. Então, uma ansiedade cresceu em mim e me colocou em dias ruins”, revela. “Mas também foram esses motivos que me fizeram seguir em frente”, completa.
Ao contrário do que o nome do álbum dá a entender, Para Dias Ruins não é um antídoto para os maus momentos e sim uma ferramenta sonora para entendê-los. “É sobre como você se posiciona em um dia assim”, explica Mahmundi. “É sobre conseguir segurar a onda. Dias ruins acontecem e você precisa ter maturidade para viver com eles. Não se esquivar, pois são nesses dias que a gente aprende muita coisa”.