
O single está disponível nas plataformas digitais, e o vídeo, registrado em estúdio com direção de Nando Chagas, pode ser acessado no YouTube. Assista:
O ano é de 1996. Belchior entra em estúdio para gravar o penúltimo disco de sua carreira. Para a direção musical e arranjos, a gravadora GPA convoca Ricardo Bacelar, sob a produção de Guti Carvalho.
A ideia era fazer um disco explorando o lado intérprete de Belchior. Ele e Bacelar estão à vontade: os dois são cearenses e já dividiram o palco algumas vezes. No repertório do álbum, Roberto Carlos, Adriana Calcanhoto, Caetano Veloso, Chico Buarque.
Para completar o repertório, Belchior propõe a Ricardo Bacelar que componham uma canção e, no estúdio, os dois trabalham incessantemente até criarem “Vício Elegante”, a última letra inédita gravada por Belchior, e que também acaba dando nome ao disco.
Vinte e dois anos depois daquela gravação, e um ano e meio após a morte de Belchior, Ricardo Bacelar homenageia o parceiro e amigo regravando esta canção que reúne muitos dos atributos do letrista Belchior, como o lirismo refinado e antenado com os anos 1990. Ouça a faixa aqui.
Para efetuar o registro, Bacelar convidou Delia Fischer para escrever o arranjo de cordas e produzir a gravação. Realizada no estúdio da Biscoito Fino, Delia reuniu uma orquestra com oito violinos, duas violas, dois violoncelos, um contrabaixo, juntamente com o piano e voz de Ricardo. Felipe Abreu fez a preparação vocal. O resultado é suave, poético e inspirador.
Bacelar guarda com carinho uma fita que registra o momento em que os dois trabalham na melodia. A amizade dos dois se iniciou em 1988, quando tocaram juntos pela primeira vez.

Ricardo Bacelar, que integrou o grupo carioca Hanoi Hanoi, lançou em 2018 o terceiro trabalho solo de sua carreira: “Sebastiana”.
Com uma vertente jazzística, o disco foi gravado e mixado em 2017 em Miami, nos Estados Unidos, nos lendários estúdios Hit Factory (Criteria) e Rebel 11.
Lançado em março de 2018 na América Latina, Japão, Europa e Estados Unidos, o álbum entrou na lista dos 50 discos mais tocados nas rádios de jazz norte-americanas em abril e durante 16 semanas ficou entre os 100 mais tocados. “Sebastiana” gravita em torno de uma releitura latino-americana de uma porção do repertório da música brasileira.