Após a equipe russa de atletismo ser suspensa das Olimpíadas pela Associação Internacional de Federações de Atletismo (IAAF), o Comitê Olímpico Internacional (COI) agora anunciou que todos os atletas russos e quenianos devem provar que estão limpos de doping e passar por eventuais novos testes para que sejam aceitos nas 28 modalidades dos Jogos no Rio de Janeiro. O objetivo é mostrar que o apoio do estado ao doping de atletas não será uma atitude tolerada.
O COI também manteve a suspensão do atletismo da Rússia, mas atendeu ao apelo do presidente russo Vladimir Putin e barrou a decisão de impedir que atletas possam competir sob a bandeira russa.
Pouco antes, o governo russo havia afirmado que poderia tomar uma decisão “sem precedentes”, gerando o temor de um boicote às Olimpíadas. O país anunciou nesta terça-feira, 21, que vai levar o caso ao Tribunal Arbitral dos Esportes.
Como um laboratório no Quênia está descredenciado, o país deverá submeter todos os seus atletas a novos exames. Com isso, 500 diferentes atletas devem ser retestados. A Rússia planejava levar 450 pessoas ao Rio, e o Quênia, cerca de 47.
Segundo o comitê, as federações esportivas de cada modalidade deve testar cada um dos atletas ou validar sua participação. “A conclusão é de que as alegações contra a Rússia e a situação no Quênia colocam sérias duvidas sobre a presunção de inocência dos atletas. Portanto, cada competidor que venha desse país terá de passar por exames independentes e fora de locais onde seus laboratórios tenham sido afetados”, disse Thomas Bach, presidente do COI.