- Vitória, ES 25°C

Vitória 25°C

Anúncio
Notícias

Polícia Federal bloqueia R$ 2 milhões de donos de motel e boate em Vitória

Uma operação da Polícia Federal na madrugada de ontem terminou com o bloqueio de R$ 2 milhões de um casal donos da boate de strip-tease Le Mirage e o ...

Última atualização

Uma operação da Polícia Federal na madrugada de ontem terminou com o bloqueio de R$ 2 milhões de um casal donos da boate de strip-tease Le Mirage e o motel Oasis, no bairro Santa Lúcia, em Vitória. Eles são acusados pela polícia de usarem o estabelecimento para fazer a atividade de câmbio ilegal.

A Operação Oasis (que leva o nome do motel), deflagrada às 6 horas de ontem, cumpriu três mandados de buscas domiciliares e o bloqueio de oito contas bancárias. Nos locais de busca foram apreendidos computadores, HDs, celulares, entre outros.

Dinheiro apreendido pela polícia. Foto: Divulgação/Polícia Federal - 1/09/2016 Dinheiro apreendido pela polícia. Foto: Divulgação/Polícia Federal – 1/09/2016

Uma das buscas foi na boate, na avenida Leitão da Silva, onde funciona a boate e o motel. Outra foi na residência do casal, um empresário de 68 anos e a mulher dele, 49, em Santa Lúcia. Eles estavam dormindo quando a polícia chegou.

Na casa foram apreendidos R$ 117 mil em espécie, em moeda nacional, e 1 mil euros (R$ 3.633,60), de acordo com a polícia.
A terceira busca ocorreu na casa do primo do casal, um pintor de 65 anos, que mora na zona rural em Cachoeiro de Itapemirim, no Sul do Estado, como explicou o delegado federal Vitor Soares, da Regional de Combate ao Crime Organizado.

“Ele é uma pessoa simples e sem estudos. Quando foi ouvido, há seis meses, contou que o primo pediu o nome dele emprestado para o contrato social da boate e que recebia R$ 1.800 mensais por isso. Hoje (ontem) falou que os contatos com o primo eram apenas quando a pedido do mesmo precisava assinar alguma coisa”.

O delegado afirmou que foi por meio de uma denúncia do Controle de Atividades Financeiras (Coaf), em 2012, que iniciou a investigação. “O órgão afirmou que valores milionários estavam na conta desses empresários que não condiziam com a declaração do imposto de renda nem a renda a partir do ramo de atuação que eles faziam. Em 2013 iniciamos as investigações”.
Ele afirmou que foram analisadas as finanças do casal. “A quebra de sigilo bancário e análise financeira demoram para acontecer. Analisamos a movimentação na conta de 2006 a 2016”.
Funcionamento

Na boate havia um guichê externo para a troca de moedas estrangeiras e funcionava das 9 horas até o encerramento das atividades na boate, segundo a investigação. Parte da clientela era de tripulantes de navios que atracam nos portos da capital. “Apesar disso quem passasse pelo local, sem precisar entrar na boate, conseguia – pelo guichê – comprar dólares, euros ou moedas nacionais”.

Advogado nega as acusações

O advogado Rogério Nunes Romano, que defende o casal de empresários donos da boate de strip-tease Le Mirage e o motel Oasis, no bairro Santa Lúcia, em Vitória, negou que entre as atividades do estabelecimento esteja a troca de moedas.

“A boate recebe muitos clientes estrangeiros. E ele aceita pagamento em dólar, euro e até em moeda chinesa (renminbi). Mas depois ele vai até casas de câmbio regulares para fazer a troca por real. Temos documentos que provam isso”.

Ele afirmou que o primo do casal, o pintor de 65 anos, era sócio da boate, mas decidiu abandonar a sociedade e mudou-se para Cachoeiro de Itapemirim. “Meu cliente não transferiu o CNPJ para o nome dele ainda. Os dois eram sócios, só que o primo resolveu se mudar”.

O dinheiro que foi encontrado na casa dos donos da boate são de economias deles, segundo o advogado. “Está tudo declarado quanto à Receita. Só que meu cliente prefere guardar dinheiro em casa. Foram encontrados R$ 90 mil na casa dele. E foram bloqueados apenas R$ 140 mil na conta dele”.

Já em relação as oito contas bloqueadas, Rogério afirmou que desconhece. “Do meu conhecimento meus clientes têm seis contas. Mas está tudo dentro da normalidade”.

Ele também negou a existência de um guichê para câmbio e informou que um filipino que trabalha no local substitui esporadicamente operadores de caixa que trabalham na boate. “Ele é casado, está regular no Brasil e substitui os empregados do caixa”.

O advogado afirmou que na tarde de ontem foram ouvidos três funcionários na Polícia Federal e que eles negaram a questão do câmbio. E ele esclareceu que a boate vai funcionar normalmente nos próximos dias. “A família está bem abalada com toda essa história e a veiculação”, contou.

Reportagem: Taís de Hollanda

Mais Lidas

Ver tudo ›

    Bem-vindo(a) ao
    Tribuna Online!

    Seu bloqueador de anúncios está ativo.

    A publicidade ajuda a manter nosso jornalismo. Libere os anúncios para apoiar o Tribuna Online.

    Obrigado por apoiar o jornalismo local.