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8 mil capixabas ilegais nos EUA estão ameaçados por Trump

Foto: Reprodução Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, anunciou na noite de domingo (13) que pretende implementar a política de ...

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Donald Trump. Foto: Reprodução / Internet. Foto: Reprodução

Donald Trump, presidente eleito dos Estados Unidos, anunciou na noite de domingo (13) que pretende implementar a política de deportação em massa de imigrantes ilegais assim que assumir o governo. Ele toma posse no dia 20 de janeiro de 2017.

A execução da política de restrição aos imigrantes poderá afetar a vida dos brasileiros que resolveram tentar a sorte nos Estados Unidos. Entre eles, aproximadamente 8,4 mil capixabas que trabalham ilegalmente no país.

Trump falou sobre sua política de deportação em entrevista ao programa “60 Minutes”, da emissora americana CBS. “O que estamos fazendo é pegar os criminosos e os que tenham antecedentes criminais, traficantes e membros de gangues. Provavelmente dois ou três milhões de pessoas que vamos tirar do país ou prender”, afirmou Trump.

A medida deverá afetar até três milhões de estrangeiros que vivem em situação ilegal no país – estima-se que o número de irregulares seja de 11 milhões. Segundo dados do Itamaraty, de 2014, são cerca de 1.315.000 brasileiros morando no país, regulares ou não.

Em reportagem divulgada por A Tribuna, em junho, a advogada Renata Castro, que possui um escritório de imigração na Flórida, garantiu que o número é maior, passando de 1,4 milhão. Desses, 1% seriam capixabas (14 mil) e que mais da metade, 8.400, trabalharia ilegalmente por lá.

Há 10 meses morando no estado de Wisconsin, a jornalista Bruna Soares, de 31 anos, se encontra em situação irregular nos Estados Unidos, mas ela confia que a política de Trump se restringirá aos que têm ficha criminal. “O foco são os imigrantes sem visto nenhum, ilegais criminosos e de países muçulmanos, onde existe financiamento e apoio ao terrorismo. A maioria dos imigrantes está apavorada à toa”.

Na corrida eleitoral, Trump adotou discurso duro contra os imigrantes, fazendo dessa uma de suas principais plataformas. Entretanto, na entrevista, Trump se mostrou flexível, dando esperança para uma parcela de estrangeiros.

Segundo ele, após limpar a criminalidade no país, ele pensará no que fazer com “as pessoas incríveis”que vivem nos EUA, sem ficha criminal, mas em situação ilegal.

Felipe Pacheco

Confira a reportagem completa no Jornal A Tribuna desta segunda-feira

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