
A polícia prendeu um homem suspeito de falsificar documentos e transferir veículos de locadoras para seu nome para depois revendê-los em lojas ou através de anúncios na internet.
Wilsonelio Soares de Oliveira, de 50 anos, foi preso em flagrante no estacionamento de um shopping de Vitória quando tentava vender um carro alugado de uma locadora de Goiás.
De acordo com a polícia, desde maio, o acusado usava uma carteira de motorista falsa, com o nome de Marcus Aurélio, para fazer a locação de veículos. Depois falsificava o documento do carro e o contrato social da locadora para transferir o automóvel para um laranja, que posteriormente levava o carro para outro estado e realizava a venda.
“O golpe é sempre esse, loca em um estado e vende em outro. Primeiro eles transferem o carro para um laranja, com documentos falsos, e depois, também utilizando documentação falsificada, transfere de estado para a venda”, afirmou a delegada Rhaiana Bremenkamp, titular da Delegacia de Defraudações e Falsificações.
A investigação começou por meio de uma denúncia de uma locadora, que atua aqui e em outros estados brasileiros. A locadora procurou a polícia para informar que um veículo deles desaparecido em Goiás havia sido transferido para o Espírito Santo.
Com as informações passadas pela locadora, a delegada começou a procurar pelo veículo, um Renault Duster branco, ano 2017, e rapidamente achou um anúncio em um site de vendas. Além de se tratar do mesmo veículo, o nome do titular da conta anunciante era “aureliomarcus222”, o que levantou mais suspeitas sobre o anúncio.
Os policiais, se passando por compradores, começaram a negociar com o anunciante e conseguiram marcar um encontro nesta segunda-feira, no estacionamento de um shopping, na Enseada do Suá, onde conseguiram flagrar o acusado com o carro procurado.
Ele acabou autuado em flagrante por receptação qualificada, já que tinha intenção de vender, e associação criminosa, pois sua mulher também participava do esquema, segundo a delegada. Em depoimento, ele negou as falsificações e alegou que havia comprado o carro por R$25 mil no Rio de Janeiro.
Com informações do repórter Rafael Louzada. Leia a reportagem completa na edição de quarta-feira do jornal A Tribuna.