
Erin trabalhava em um bistrô chamado Cecchini, em Ardrossan, na Escócia. Enquanto ainda trabalhava no local, o gerente lhe falou sobre seu desempenho, que precisava usar maquiagem, soltar o cabelo e usar saia para ser mais “atraente” para os clientes.
Ela conta que se recusou, dizendo que sua aparência não influenciava a maneira como ela trabalhava. A jovem argumentou ainda que é mais higiênico deixar os cabelos presos em um rabo de cavalo, por trabalhar na indústria da alimentação.
No dia seguinte, Erin recebeu a notícia de que seus serviços não eram mais necessários. Segundo ela, sua demissão ocorreu em um período de grande movimentação no restaurante, que inclusive havia contratado novos garçons para atender a demanda. “O que aconteceu foi completamente desnecessário. Eu estava bem vestida e usando o uniforme que eles me descreveram. Eu me senti extremamente humilhada e triste“, desabafou a jovem ao jornal The Mirror.
A adolescente contou que pensou em esquecer a situação, mas resolveu ir ao tribunal e questionar a atitude do restaurante. A justiça escocesa determinou que ela recebesse 3.500 libras como indenização por ter sido exposta a um ambiente “degradante e humilhante” no trabalho.
“Eu estou muito feliz com o resultado do tribunal. Eu não imaginei que o processo seria um sucesso e estava bastante relutante em levar o caso à justiça, principalmente porque nunca fiz nada como isso antes. Eu gostaria que outras pessoas conhecessem o tipo de negócio que eles administram — não é um estabelecimento que eu gostaria de ver outras mulheres trabalhando“, disse.
Anthony Cecchini, dono do bistrô, afirmou que as acusações são falsas e que pretende recorrer da decisão.
