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Alunos do ensino médio da rede estadual vão poder escolher disciplinas

Alunos do ensino médio das escolas estaduais poderão optar pelas disciplinas que irão estudar, de acordo com as áreas que pretendem cursar na ...

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Alunos do ensino médio das escolas estaduais poderão optar pelas disciplinas que irão estudar, de acordo com as áreas que pretendem cursar na faculdade ou no ensino profissionalizante, com a implantação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC).

Trata-se de uma ferramenta de gestão pedagógica que está sendo elaborada nacionalmente e vai ajudar a orientar o ensino de educação básica em mais de 190 mil escolas.

Para a elaboração do documento, foram analisadas mais de 12 milhões de contribuições de professores, estudantes, responsáveis e associações científicas.

Segundo o secretário de Estado da Educação, Haroldo Rocha, a ideia é que o documento esteja pronto em janeiro e comece a ser implantado assim que for aprovado pelo Conselho Nacional de Educação (CNE).

Além disso, a grade curricular de todas as escolas do Estado passará por mudanças e vai obedecer ao modelo único proposto pela BNCC, o que tornará o conteúdo aplicado aos alunos de ensino infantil, fundamental e médio padronizado.

Segundo Rocha, atualmente as escolas selecionam as matérias levando em consideração diretrizes legais que não exigem um padrão entre as instituições de ensino.

“Ainda falta aprovação do CNE para que isso se torne uma obrigação para as escolas particulares, mas a rede estadual já começa a adotar preceitos da Base a partir de janeiro”, explicou.

Segundo ele, os alunos da rede pública também passarão a ser acompanhados por meio de uma plataforma eletrônica de avaliação, que vai possibilitar o acompanhamento individualizado das necessidades de cada estudante.

“A educação precisa acompanhar as tendências tecnológicas e vamos unir o ensino presencial ao ensino a distância, além de padronizar e modernizar o conhecimento”, comentou o secretário.

O documento também propõe que parte do ensino das disciplinas seja variável conforme as demandas regionais de cada parte do País.  A Base cobre cerca de 60% do conteúdo do currículo, os outros 40% serão de responsabilidade das redes municipais e estaduais.

Leia mais informações sobre esse assunto na edição impressa de A Tribuna desta quinta-feira (21).

Reportagem: Carlos Mobutto

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