
Após gravar um vídeo que teve grande repercussão nas redes sociais fazendo um apelo por um coração novo, o médico neurocirurgião Rogério Guasti, de 69 anos, recebeu um novo coração na manhã desta quarta-feira (29).
O órgão, que veio de um doador de Uberlândia, Minas Gerias, chegou ao Espírito Santo na madrugada desta quarta-feira (29).
A doação do coração é possível quando um paciente tem morte cerebral, mas o coração e outros órgãos continuam funcionando. Quando a família permite que o órgão do ente morto seja doado, ele é retirado em uma cirurgia que dura cerca de três horas. Apesar de a pessoa já estar morta, o procedimento é feito com muito cuidado, para preservar o órgão e a dignidade do corpo do doador.
Após a retirada do órgão começa uma corrida até o doador. Isso porque cada órgão resiste a um tempo limitado fora de um corpo antes que comece a se deteriorar – no caso do coração, esse tempo é de quatro horas, segundo o Ministério da Saúde – e é comum que o paciente que vai receber o órgão seja de outro Estado, com nesse caso. Após a chegada do órgão tem início a cirurgia de transplante efetivamente.
Apesar de já ser uma cirurgia bastante conhecida e realizada cerca de 3 mil vezes por anos em todo o mundo, o transplante de coração só é feito como última ao alternativa para o paciente com uma cardiopatia grave, quando a medicação ou outros procedimentos cirúrgicos não resolveriam o problema. Isso porque, além de a quantidade de doadores de órgão ser pequena, existe o risco de rejeição.