
Especialistas apontam sete tipos de conversas que devem ser evitados para fugir de discussão e não prejudicar o ambiente
Por passarem muito tempo juntos, colegas de trabalho acabam tendo abertura para falar de diversos assuntos.
Algumas conversas são necessárias para o bom dinamismo da equipe, mas, por outro lado, especialistas alertam que ser um “livro aberto” não é a melhor estratégia de integração.
Baseada na lista que o psicólogo americano Travis Bradberry publicou em um artigo no LinkedIn, a reportagem de A Tribuna levantou com especialistas os sete principais assuntos que devem ser evitados dentro do ambiente de trabalho.
“É inevitável que assuntos informais surjam em algum momento no dia a dia de trabalho, mas é preciso ter sempre discernimento sobre quais podem ser prejudiciais”, afirmou a psicóloga e coach de Vida e Carreira Fernanda Targa Borges.
Segundo ela, temas como política e esporte, por exemplo, levam a discussões polêmicas com muita facilidade, pois envolvem preferências e também percepções particulares.
“Em ambientes com grande diversidade de pessoas, é natural opiniões divergentes. Nesses casos, é importante respeitar certos limites sobre o que compartilhar com os colegas”.
De acordo com a psicóloga e diretora da PsicoStore, Martha Zouain, o problema de se trazer assuntos polêmicos para o trabalho é que acabam desencadeando reações emocionais intensas, que prejudicam o clima e as relações profissionais, podendo impactar até na produtividade.
Profissionalismo
“Profissionais intensos para defender suas ideias passam a impressão de pouco equilibrados, intransigentes, rígidos e até agressivos. Isso acaba por comprometer o profissionalismo e fazer com que a real necessidade desses funcionários na empresa seja questionada”, comentou Martha.
Ela destacou que, com essa possibilidade de perda, o mais sábio é evitar assuntos que podem causar reações desconfortáveis nos colegas e afastar a equipe como um todo.
O CEO da Heach Recursos Humanos, Elcio Paulo Teixeira, ressaltou que a grande questão nesses tipos de conversa é saber respeitar os outros.
“A partir do momento em que trazemos nossas crenças como verdade, deixamos de respeitar a individualidade do outro. Cada ser humano é único e tem sua forma de pensar. Entender isso é fundamental para se conseguir o bom relacionamento”.
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Há limite até para o bom humor

É unanimidade entre especialistas que uma das descobertas mais valiosas para o mundo corporativo é a do quanto a felicidade é importante nesse ambiente. Entretanto, é necessário destacar que entusiasmo, bom humor e informalidade — que podem contribuir para relações mais leves no trabalho — precisam andar lado a lado com o bom senso.
“Pessoas felizes são mais produtivas, faltam menos ao trabalho, têm carreiras mais bem sucedidas, se relacionam melhor e dão entregas mais sustentáveis. Mas o limite é ser sempre sensato”, destacou a psicóloga e diretora da PsicoStore, Martha Zouain.
Segundo ela, o equilíbrio é o ponto-chave para garantir bons relacionamentos no trabalho e não pecar pelo excesso de brincadeiras ou constrangimentos.
“A gente não pode perder de vista que o objetivo de qualquer pessoa em uma empresa deve ser criar resultados”.
Martha destacou ainda que, principalmente ao chegar em um novo emprego, é preciso estar atento ao tom do ambiente. “A orientação geral é manter um tom formal, a não ser que quem esteja no controle faça diferente. Se o chefe é extrovertido, a equipe pode entrar no clima. Quem dá o tom é quem está no comando”.
A psicóloga e coach de Vida e Carreira Fernanda Targa Borges ressaltou também que alguns momentos pedem mais honestidade no âmbito profissional.
“Compartilhar com o superior algum problema que estiver enfrentando na vida pessoal também é válido e necessário, pois isso pode interferir no seu desempenho. Ao informar, pode receber um suporte maior para lidar com a situação”.
De acordo com o CEO da Heach Recursos Humanos, Elcio Paulo Teixeira, atitude positiva e promoção do sentimento de união da equipe também são pontos que devem ser explorados.
“É válido trazer assuntos que agreguem valor para a empresa e para os colegas. Por exemplo, estabelecer espaço para a troca de experiências. Dividir o que deu certo para cada um pode ajudar a melhorar o funcionamento de toda a rotina de trabalho”.
Segundo ele, alguns tópicos que podem integrar a equipe são seminários ou cursos de aprimoramento, novas tecnologias que facilitem o trabalho e até mesmo práticas de bem-estar e cunho social.
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Honestidade e bom senso
1 Ter uma fala positiva e agregadora. Isso afeta consideravelmente a forma como colegas, clientes e gestores veem o funcionário, criando mais proximidade e confiança.
2 Ser respeitoso. Respeitar a individualidade dos colegas garante mais respeito e admiração a si próprio. Como diz o ditado: “Devemos respeitar para sermos respeitados”.
3 Facilitar a transparência e não promover julgamento de valores. Ter um ambiente seguro e de confiança, além de melhorar a produtividade, melhora a satisfação de todos.
4 Ser cordial e agradecer sempre. Muitas pessoas se sentem motivadas com um simples “obrigado”. Isso valoriza atitudes bem feitas.
5 Promover o sentimento de grupo. Reconhecer o bom trabalho dos colegas, escutar sugestões e oferecer ajuda. Isso fortalece a si mesmo e aos demais dentro da empresa.
6 Ser honesto é fundamental para a confiança em equipe, mas ser sincero demais pode causar constrangimentos desnecessários.
Fonte: Heach Recursos Humanos.
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