O presidente do Atlético Mineiro, Daniel Nepomuceno, anunciou em comunicado na manhã desta quinta-feira (01) que o clube não vai jogar contra a Chapecoense pela última rodada do Campeonato Brasileiro. A diretoria atleticana tem se mostrado contrária a realização da partida desde o acidente com a delegação do clube catarinense.
“No momento de dor e respeito à tragédia, ficamos de luto e tem que ficar resignado e respeitar e não simplesmente ir para a TV e ficar declarando. Vim aqui para informar que o Atlético não irá jogar a última partida. A gente respeita a dor, não é momento para cobrar de jogador nenhum a receita do esporte”, afirmou o presidente.
Nepomuceno afirmou ainda que a decisão já foi comunicado ao presidente da CBF, Marco Polo del Nero, que seria a favor da realização do jogo.
O Galo está na quarta colocação no Campeonato Brasileiro e não terá problemas em não jogar. “Já comuniquei à CBF, conversei com presidente Marco Polo, que concordou. Haverá uma punição com a perda dos três pontos, mas o time não terá sua posição alterada, não vai ser prejudicado. É o mínimo que se pode ter com a cidade, com os familiares, pelo estado e o país que sofre com a tragédia”, disse Nepomuceno.
A posição do Atlético Mineiro tem o apoio do presidente da Chapecoense, Ivan Tozzo, que negou qualquer tipo de pressão da CBF para que o jogo seja disputado.
Ao saber da decisão do Atlético-MG, o presidente da Chapecoense Ivan Tozzo mostrou-se a favor da não realização da partida e negou qualquer tipo de pressão da CBF para que o jogo pela última rodada fosse disputado. “Nós estamos de acordo com a atitude do Atletico-MG. Acho ótima a decisão porque não teríamos clima para o jogo. Não senti pressão alguma para jogar. Muito pelo contrário. O Del Nero está fazendo um trabalho fantástico, mesmo de longe. Está fazendo tudo o que eles podem e sou eternamente grato a eles”, disse.
O Galo também se colocou à disposição da Chapecoense para ajudar o clube na montagem do elenco para 2017. Nos próximos dias, uma lista de jogadores será disponibilizada aos dirigentes catarinenses, que poderão escolher jogadores sem custo algum, incluindo salários, que serão bancados pelo clube mineiro.
Como os jogadores do Galo não vão enfrentar o clube catarinense, eles entram de férias na quinta-feira (8), após a final da Copa do Brasil, em jogo contra o Grêmio.