
O avião da Chapecoene fez um trajeto diferente do informado no plano de voo. A informação foi divulgada pelo coronel Freddy Bonilla, secretário de segurança da Aeronáutica Civil da Colômbia, em entrevista ao jornal El Tiempo. O avião da LaMia caiu com a delegação da Chapecoense na terça-feira (29) provocando a morte de 71 pessoas e deixando 6 feridas.
De acordo com o coronel, o plano de voo da LaMia informava que o avião decolaria de Cobija, na Bolívia, mas decolou de Santa Cruz de La Sierra, cidade mais distante de Rionegro, onde o avião pousaria. “A aerolinha entregou à Aeronáutica Civil uma uma autorização de saída, avalizada pela autoridade boliviana, a partir da localidade de Cobija e com destino a Rionegro. Ficamos sabendo que na verdade ele vinha de Santa Cruz, que fica muito mais ao sul, quando o avião já estava no espaço aéreo colombiano”, disse.
O secretário de segurança reafirmou que a aeronave não tinha combustível quando se acidentou e disse ainda que a investigação e a análise das caixas pretas vai determinar o motivo. “Pode ter muitas causas técnicas, como uma fuga [de combustível] durante o trajeto, ou um consumo anormal, ou que simplesmente não se tenha abastecido com o combustível suficiente para o voo”, ressaltou.
De acordo com Bonilla, as autoridades colombianas só souberam que o avião vinha de Santa Cruz de la Sierra quando o piloto já estava atravessando a fronteira do país. A aeronave deveria ter realizado uma parada em Cobija para reabastecimento, em trajeto que duraria cerca de 1h30, como a empresa havia feito nas últimas viagens.
O avião ficaria parado por menos de uma hora para reabastecer e chegaria ao destino final com combustível suficiente para pelo menos mais uma hora de voo, como exige a legislação da Bolívia.
Na quinta-feira (01), o Ministério de Obras Públicas, Habitação e Serviços da Bolívia anunciou que afastou o executivo responsável pela Diretoria Geral de Aeronáutica Civil (DGAC) e abriu investigação sobre o acidente. A empresa LaMia foi suspensa de voar no país.