
A desconfiança de que seus cônjuges mantêm uma vida extraconjugal tem levado homens e mulheres a contratar detetives particulares, com objetivo de usar recursos tecnológicos que permitem monitorar, em tempo real, mensagens de seus parceiros em redes sociais como Facebook e WhatsApp.
De acordo com os profissionais, cada vez mais surgem novos equipamentos para auxiliar nesse tipo de investigação. O detetive conhecido como Falcon afirma que, para fazer um “grampo” no WhatsApp, é necessário ter acesso ao aparelho do investigado, geralmente facilitado pelo cônjuge que deseja confirmar se está sendo traído ou não.
Para investigar o Facebook, há uma ferramenta pela qual é enviada uma mensagem para a pessoa que, ao abri-la, passa a ser monitorada em tempo real. “O celular está muito vulnerável. Há programas que permitem utilizar remotamente a câmera do celular de uma pessoa investigada e saber onde ela está, tirar foto ou filmar o que ela está fazendo, além de ativar o áudio”, diz Falcon.
Câmera
O detetive particular identificado apenas como GT lembrou que a câmera escondida continua a ser utilizada. Ela costuma ser colocada na residência do casal ou no carro da pessoa que está sendo investigada. A caneta e os óculos com câmera também são usados pelos investigadores, para que possam fazer os flagrantes discretamente.
Ele contou que, durante uma investigação para um marido cuja mulher havia pedido a separação aparentemente sem motivo, descobriu que ela deixava o carro estacionado em um shopping para ir ao motel com o amante.
“Depois, ela retornava, comprava alguma coisa a fim de disfarçar e pegava seu carro para voltar para casa. O marido foi acionado e viu os dois saindo do motel.”
De acordo com os detetives, a procura hoje em dia pelos serviços de investigação está mais equilibrada entre homens e mulheres. São elas quem ainda procuram por esse tipo de trabalho com mais frequência. Contudo, o número de homens também aumentou.
O valor dos serviços de um detetive particular varia conforme o tipo de serviço que é feito, o nível de dificuldade e também os equipamentos que serão utilizados durante a investigação. Uma diária custa, em média, R$ 400.
A reportagem completa você lê na edição desta quinta-feira (17) do jornal A Tribuna.
Reportagem: Verônica Aguiar